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Novo bispo aposta no diálogo com a comunidade

03 Nov 2015 - 10h22
Padre Henrique Aparecido de Lima tomará posse como bispo da Diocese de Dourados em janeiro. - Crédito: Foto: Flávio VerãoPadre Henrique Aparecido de Lima tomará posse como bispo da Diocese de Dourados em janeiro. - Crédito: Foto: Flávio Verão
Nomeado bispo diocesano de Dourados, padre Henrique Aparecido de Lima, 51 anos, diz que não chegará para trazer mudanças. Ele aposta no diálogo com a comunidade para encarar o desafio de liderar a comunidade católica. A posse dele está marcada para o dia 30 de janeiro.

Superior provincial da Congregação do Santíssimo Redentor em Campo Grande, ele foi nomeado dia 20 de outubro pelo papa Francisco para ser o sexto bispo da Diocese de Dourados, composta por 17 municípios da região sul do Estado.

Na quinta e sexta-feira padre Henrique esteve reunido com o bispo Dom Redovino Rizzardo, período em que pôde atender à imprensa local. Ele retornará outras vezes à cidade para se reunir com padres, religiosos, para melhor conhecer a Diocese até a data de sua posse.

Desafio

O processo de escolha de um novo bispo pode levar mais de um ano. Bastante complexa, a decisão inicia com a indicação do sacerdote, passando por decisão do bispo, de religiosos, do arcebispo, do núncio apostólico, da congregação dos bispos, até chegar ao papa. É o nuncio que entra em contato com o sacerdote para fazer o convite a ser bispo.

Padre Henrique Aparecido diz que levou um susto quando recebeu a ligação de Dom Giovanni D’Aniello, núncio apostólico no Brasil. “Só de receber a ligação dele fiquei surpreso, quando foi feito o convite, mais ainda”, relata o sacerdote, que pediu uma reunião pessoalmente.
O encontro foi marcado e após cerca de duas horas de conversa disse que aceitou a proposta de assumir a Diocese de Dourados. “Sou provincial, fazia projetos e confesso que foi um baque deixar a congregação. Mas por outro lado, vi a questão episcopal, da dificuldade de uma Diocese conseguir um bispo”, disse o padre em entrevista.

Como missionário redentorista, padre Henrique Aparecido diz que tinha vários planos, mas o convite para ser bispo foi um ‘chamado de Deus’. Os redentoristas são conhecidos pelo voto à pobreza e por levar o Evangelho às pessoas mais distantes da área espiritual.

Ao aceitar o desafio de ser bispo, padre Henrique conta que aguarda com muita esperança a nova missão. Questionado sobre a atual conjuntura de Mato Grosso do Sul, de conflito por terras entre fazendeiros e indígenas em algumas regiões do Estado, ele disse que a igreja tem o papel religioso e não pode fazer o papel de estado [governo]. “Não podemos trocar os papéis”, afirmou.

Os cinco bispos que passaram por Dourados eram europeus ou com descendência europeia, como Dom Redovino. Padre Henrique não vê que, ao fato de ser afrodescendente, terá que fazer diferença e tampouco deverá trazer mudanças.

Ele diz que gosta muito de diálogo, tem suas opiniões, mas partilha ideias e decisões. “Quando fui pároco numa cidade aqui de MS perguntaram qual era o meu projeto para a igreja. Eu sempre devolvo a pergunta: qual é o projeto de vocês”, disse. Decisões em conjunto são para o futuro bispo de Dourados a melhor forma para todos caminharem juntos. Ele aposta no diálogo com a comunidade para desenvolver sua mais nova missão na Diocese.

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