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Na ‘guerra’ contra o Aedes aegypti, a ordem é multar

21 Jan 2016 - 09h57
O mutirão de  combate ao mosquito foi realizado ontem na região do Jardim Santa Brigida. - Crédito: Foto: Hedio FazanO mutirão de combate ao mosquito foi realizado ontem na região do Jardim Santa Brigida. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
Em Dourados, a partir de agora, quem manter depósito de água parada com larvas do mosquito Aedes aegypti que transmite a Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus será multado logo na primeira inspeção do agente de vetores.


Anteriormente, neste caso, era emitido primeiro uma notificação e concedido um prazo de dez dias para o morador se adequar, caso isso não acontecesse, seria multado. “A partir de agora quem manter criadouros do mosquito não vai ser mais notificado, será multado logo na primeira visita dos agentes de endemias. É uma medida drástica, mas necessária para evitar uma epidemia de dengue em Dourados”, anunciou o vice-prefeito, Odilon Azambuja ao representar o prefeito Murilo Zauith, durante o lançamento do Plano de Contingência realizado na manhã de ontem na Escola Municipal Armando Campos Belo, no Jardim Santa Brígida.


Conforme a Lei 2.850, de 10 de abril de 2006, denominada de “Lei da Dengue e Febre Amarela” a multa varia entre R$ 500,00 a R$ 800,00 que dobra em caso de reincidências. Mas essa penalidade pode ser mais pesada e passar de R$ 1.300,00 caso a lei seja alterada na Câmara de Vereadores assim que acabar o recesso, informou a coordenadora geral do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Rosana Alexandre da Silva.


Desde o inicio deste mês, em outros mutirões realizados em bairros diferentes, das 179 notificações foram expedidas 79 multas a moradores que não se adequaram a Lei da Dengue.


Ela explicou que as notificações vão continuar sendo expedidas em alguns casos. “Caso o morador mantenha apenas o quintal sujo, mas sem criadouros do mosquito, será dado um prazo para se adequar, mas caso isso não ocorra, será multado”, explica.


Já o secretário de Saúde, Sebastião Nogueira voltou a chamar atenção sobre a gravidade das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, em especial o Zika Vírus, que quando contraído por mulheres grávidas pode causar a microcefalia em bebês.


Plano


A ação realizada ontem na região do Jardim Santa Brígida contou com um mutirão de pelo menos 200 pessoas, entre agentes de endemias, soldados do Exército, voluntários, servidores de várias secretarias e funcionários de empresa de terceirização ligado a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur).


Durante a ação foram feitas inspeção nos imóveis, eliminados depósitos de água parada e larvas do mosquito. Foram expedidas notificações e feitas roçadas em terrenos baldios.


Também foram disponibilizados quatro caminhões caçambas, sendo três da Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur) um do Exército; quatro tratores com roçadeiras; cerca de dez caçambas distribuídas em locais estratégicos para recolher entulhos, galhos de árvores e lixo recicláveis; seis roçadeiras e uma pá carregadeira.
Em frente a Escola Armando Campos Belo, foi montada uma estrutura onde servidores da Secretária de Saúde repassaram orientações e distribuíram folhetos e adesivos ao moradores e ainda disponibilizam vacina contra a raiva.


O mutirão de ontem atingiu um quadrilátero, entre a Rua Ponta Grossa até o Anel Viário e da Rua Antônio do Amaral até a Coronel Ponciano, abrangendo os bairros Jardim Arapongas, Jardim Piratininga, Residencial Pelicano, Jardim Vitória I e II, Jardim Aidê e Jardim dos Estados.

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