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Museu da Colônia é parada obrigatória rumo a Indápolis

15 Jul 2016 - 19h23Por Flavia Neri Moura Do Progresso
Presidente da Associação de Mulheres Rurais de Dourados mostra mapa da Colônia Agrícola. - Crédito: Foto: César CordeiroPresidente da Associação de Mulheres Rurais de Dourados mostra mapa da Colônia Agrícola. - Crédito: Foto: César Cordeiro
O Museu da Colônia Agrícola de Dourados está aberto à visitação durante toda a semana das 7h às 18 h. O espaço, localizado no Distrito de Indápolis, é administrado pela Associação de Mulheres Rurais de Dourados que mantém uma lanchonete e uma loja de artesanato no local e vem se tornando ponto de parada para quem viaja pelo local e quer tomar café, comer pamonha ou tapioca. O museu fica no local do cruzeiro que é tombado pelo patrimônio histórico de Dourados desde 1987.


A segunda cidade de Mato Grosso do Sul cresceu e se desenvolveu graças à Colônia Nacional Agrícola de Dourados (Cand). No distrito de Indapolis funcionava a serraria da Colônia Agrícola.


Foi o maior projeto de reforma agrária implantado em Dourados pelo então presidente Getúlio Vargas. O museu foi criado para resgatar esta importante página do livro de história de Dourados. No local podem ser vistos documentos, fotos da época em que a colônia era administrada por Jorge Aguirre, objetos utilizados na lavoura e nas casas da colônia.


A Associação de Mulheres Rurais de Dourados acredita que muitos descendentes de colonos pioneiros ainda guardem em suas casas muitos objetos daquela época e pede doação oficial para o museu, que irá se encarregar da conservar tudo aquilo que tem valor histórico.


A presidente da Associação também convida toda a população a conhecer o espaço do museu rural de Indápolis que fica à margem da rodovia entrando no distrito de Vila São Pedro. "Nós estamos aqui todos os dias recebendo e dando atenção a todos os visitantes. Aos poucos, as pessoas estão fazendo deste lugar um ponto turístico de Dourados e, para nós, é um imenso prazer receber e conduzir a todos", disse Cleuza Morais, presidente da Associação das Mulheres Rurais de Dourados.


Segundo ela, independentemente da pessoa consumir na lanchonete ou na loja de artesanatos da Associação, Cleuza faz questão de explicar o significado dos objetos. Ela mostrou um mapa feito especialmente para identificar a localização da Colônia no início dos anos 50.


A sede do museu, que fica em volta do Cruzeiro tombado, é bastante agradável e, além das peças, também guarda documentos de propriedade dos lotes doados na época pelo projeto do Cand. "Nós estamos à disposição do público e também dos estudantes do ensino fundamental e médio e das universidades de Dourados", afirmou Cleuza Morais. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: 67-99935-6777.

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