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MS é 9° em mortes de mulheres, diz Mapa

10 Nov 2015 - 08h30
Em setembro, uma mulher foi assassinada com 5 facadas em Dourados; autor alegou ter matado por ciúmes. - Crédito: Foto: ArquivoEm setembro, uma mulher foi assassinada com 5 facadas em Dourados; autor alegou ter matado por ciúmes. - Crédito: Foto: Arquivo
O Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil, estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), divulgado ontem, apontou Mato Grosso do Sul na nona colocação em relação aos homicídios de mulheres. O Estado registrou 742 assassinatos de mulheres de 2003 a 2013, apresentando pequena queda de 0,1% na década. No entanto, a variação não alterou a taxa de 5,9 homicídios para cada grupo de 100 mil mulheres no MS.

Mesmo assim, o Estado caiu 4 posições na lista dos Estados, motivada principalmente pela ascendência de outras unidades da Federação. A taxa de MS é pouco maior que a média nacional, 4,4 por 100 mil.

Mato Grosso do Sul tem também, segundo o estudo, quatro cidades figurando entre as 100 com maior taxa de homicídios de mulheres no país. Caarapó, a 46 quilômetros de Dourados, é a pior colocada de MS, aparecendo na 32ª colocação entre mais de 5 mil municípios brasileiros – o índice de Caarapó é de 13,8 por 100 mil.
As outras três cidades sul-mato-grossenses são Amambai, figurando como 34ª colocada, Jardim, na 77ª posição e Aparecida do Taboado, na 94ª colocação.

O estudo mostrou que nenhuma Capital brasileira esteve entre as 100 cidades com pior índice. Campo Grande, no entanto, apresentou índice de 5 mortes por 100 mil mulheres, na 23ª colocação entre as Capitais, e com taxa de elevação de 20% de 2003 a 2013. A taxa média das Capitais é 5,5 por 100 mil.

Comparativo

O estudo também dividiu os dados em mulheres brancas e negras vítimas desta violência. Na década, segundo o Mapa, 288 mulheres brancas foram vítimas de homicídio em Mato Grosso do Sul. Ao fim da década, 31,3% menos mortes em relação ao primeiro ano do levantamento.

Em relação às mulheres negras, foram 350 assassinatos registrados e uma alta de 48,1% no último ano, em relação a 2003. No ranking nacional, MS aparece na 10ª colocação em relação a homicídios de mulheres brancas – taxa de 3,6 por 100 mil – e na 13ª posição em relação aos homicídios de mulheres negras – taxa de 5,9 por 100 mil.

Líder

Mato Grosso do Sul aparece como líder no estudo em relação aos dados de atendimentos de violência. As maiores taxas de atendimento, tanto femininas quanto masculinas, foram registradas no Mato Grosso do Sul: 37,4 e 22,6 por 10 mil, respectivamente.

No âmbito feminino, também têm destaque pelos elevados índices: Acre, Roraima, Tocantins e Minas Gerais, com taxas de atendimento entre 25,5 e 26,0 por 10 mil. No masculino, além de Mato Grosso do Sul: Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais destacam-se pelas taxas de atendimento acima de 12,9 por 10 mil.

Nacional

Os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% em dez anos no Brasil, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Enquanto, no mesmo período, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, saindo de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. É o que aponta.

Em 2013, 13 mulheres foram mortas por dia no país, em média, um total de 4.762 homicídios.
Nesta edição, segundo a Flacso, o estudo foca a violência de gênero e revela que, no Brasil, 55,3% desses crimes aconteceram no ambiente doméstico, sendo 33,2% cometidos pelos parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, ele aponta ainda que 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares.

De 1980 a 2013, foram vítimas de assassinato 106.093 mulheres. Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21,0% na década.

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