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Fiscalização

MPT fiscaliza cumprimento da lei do benzeno em postos de combustíveis de Campo Grande

10 Ago 2016 - 18h30
MPT fiscaliza cumprimento da lei do benzeno em postos de combustíveis de Campo Grande -
O Ministério Público do Trabalho realizou fiscalização em postos de combustíveis de Campo Grande para saber o cumprimento da Lei Estadual Nº 4.574, de 24/09/2014, que proíbe o abastecimento dos veículos depois do dispositivo automático das bombas. O trabalho não teve objetivo de punição, mas de conscientização e orientação a frentistas, funcionários de postos e consumidores, sobre o perigo que pode representar tanto para a saúde humana como para as condições mecânicas dos automóveis, se essa determinação não for cumprida.

Membros da diretoria do Sinpospetro/MS (Sindicatro dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Mato Grosso do Sul), que desenvolvem, desde o ano passado a campanha "Não passe do limite – Complete o tanque só até o automático", também participaram dos trabalhos do MPT, na manhã desta quarta-feira.

O procurador Jonas Ratier Moreno esteve pessoalmente em alguns postos da cidade, onde conversou com frentistas, funcionários e consumidores, sobre os perigos do benzeno, um dos componentes químicos dos combustíveis, que pode provocar doenças, inclusive o câncer.

O presidente do Sinpospetro/MS, Gilson da Silva Sá também participou da distribuição de panfletos, juntamente com outros diretores do sindicato e inclusive o novo presidente eleito do sindicato, José Hélio da Silva – que será empossado este mês. "Todo esforço para conscientizar frentistas e consumidores com relação ao abastecimento até o limite do automático dos veículos é muito importante", afirmou Gilson.

Essa campanha está alicerçada na Lei Estadual Nº 4.574, de 24/09/2014, que dispõe sobre a condição de abastecimento de veículos automotores, proibindo abastecimento após acionado a trava automática de segurança das bombas.

Diretores do Sinpospetro/MS percorrem postos de combustíveis para conversar com consumidores e frentistas para explicar que o derramamento do combustível, excedente no tanque, no solo e sua evaporação no ar também causam riscos ao meio ambiente com a contaminação do lençol freático. Além disso, prejudica a qualidade do ar e a saúde de quem o inala.

CAMPANHA

A campanha "Não passe do limite – Complete o tanque só até o automático" para reduzir a exposição de frentistas e consumidores ao benzeno, foi lançada em 2014 Pelo Fórum de Saúde, Segurança e Higiene no Trabalho no Mato Grosso do Sul (FSSHT/MS) com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Núcleo de Segurança e Saúde no Trabalho (SRTE/MS), do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), da Fundação Jorge Duprat e Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) e Sinpospetro/MS entre outras entidades integrantes do Fórum.
A Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul, entidade à qual o Sinpospetro/MS é filiado, também apoia essa campanha de saúde pública. "Iniciativas como essa, que visa a saúde e o bem-estar dos nossos trabalhadores em geral, têm nosso total apoio. Esperamos mesmo que possamos mudar essa cultura de encher o tanque até à boca, como normalmente é feito nos postos. O consumidor também precisa se conscientizar e impedir isso, pelo bem da saúde de todos", afirmou Idelmar da Mota Lima, coordenador da central em MS.

A intoxicação por benzeno, por inalação de gases ou aspiração de formas líquidas, pode causar bronquite, dificuldades respiratórias e até bronquiolites irritativas graves, com hemorragia, inflamação e edema pulmonar, podendo levar à morte. O cérebro e o fígado também podem ser atingidos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) inclui o benzeno em sua lista de produtos cancerígenos.

Gilson Sá alerta também que abastecer o tanque "até a boca" também prejudica o automóvel. O combustível excedente é armazenado no canister, dispositivo feito para absorver vapores gerados durante o processo de abastecimento. Quando o canister entra em contato com combustível na forma líquida, ocasiona falhas no motor, risco de queima da bomba de combustível, danos à pintura e desperdício.

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