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Moradores prometem novo protesto se rodovia não for recuperada

16 Mar 2016 - 06h00
Moradores prometem voltar a fechar a MS 040 se licitação de recapeamento não sair em 90 dias. - Crédito: Foto: Hedio FazanMoradores prometem voltar a fechar a MS 040 se licitação de recapeamento não sair em 90 dias. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
Moradores da região dos distritos de Guassu (Dourados) e Cruzaltina (Douradina) aguardam um prazo prometido de 90 dias sobre uma licitação de recapeamento e alargamento da MS 040, onde a buraqueira toma conta em um trecho de pelo menos 15 quilômetros. Na manhã de ontem, a via foi fechada e somente veículos de emergência tiveram passagem autorizada, mas caso os moradores não recebam nenhuma resposta, a rodovia volta a ser interditada.


O professor Mário dos Santos Almeida, morador na Vila Macaúba, pertencente ao distrito de Guassu, disse que o engenheiro responsável pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) na região da Grande Dourados, Wilson Costa Mendes, compareceu ao bloqueio no final da manhã e informou que há uma licitação em andamento de recapeamento e alargamento de trecho da MS 470. "Ele nos informou que em 90 dias sai uma resposta e, caso não seja cumprido, a comunidade vai se reunir e voltar a fechar a rodovia", informou ao O PROGRESSO.


A região do Guassu e Cruzaltina é formada por fazendas, sítios e vilas onde há trabalhadores. Para se deslocar a Dourados eles utilizam a MS -040, via castigada nos últimos dois anos ao receber tráfego intenso de carretas transportadoras de cana-de açúcar.


"Este asfalto foi feito na década de 80 e, de lá para cá, recebeu somente tapa-buraco. Com as chuvas e tráfego intenso de veículos pesados o asfalto desapareceu em vários trechos e, onde ainda existe, está tomado de cratera", reclama o produtor rural e professor Luiz Aparecido Martins Flores. "Sofre quem produz e tem dificuldade de escoar a safra, com veículos que quebram na via, e sofrem também os moradores que diariamente precisam se deslocar a Dourados", reitera.


O produtor rural Adilson Vicini paga seus impostos em dia, inclusive o Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul), destinado para fins de manutenção das rodovias estaduais. "Não vejo retorno. O transporte de grãos era feito em 20 minutos até o local de armazenamento. Hoje leva uma hora", reclama. "Isso porque somos uma das regiões que mais produz em Dourados, atuando em vários segmentos do campo como lavoura, pecuária, suinocultura, piscicultura, avicultura e cana-de-açúcar", complementa.


Se para os produtores a situação é ruim, imagina para quem trafega com veículo pequeno e ainda de transporte de pacientes. É o caso de Jognaldo Vezu, motorista de ambulância nas vilas Formosa e Macaúba. Diariamente ele faz viagens a Dourados, para levar as pessoas a hospitais. "São mulheres grávidas, pacientes com fratura ou outro tipo de problema que dependem de atendimento especializado. Elas reclamam do soco que sentem ao passar pela buraqueira, mas não temos o que fazer. Há vários trechos onde desviamos de um buraco e caímos em outro", diz o motorista.


A reportagem tentou contato com o engenheiro Wilson Costa Mendes, na Agesul, para saber mais informações sobre o projeto de licitação na MS 040, porém, como ele estava em visita a rodovias, entre elas na região de Cruzaltina, não foi possível manter contato. Em recente entrevista ao O PROGRESSO, ele informou que está com três equipes para recuperar os estragos causados principalmente pela chuvarada e que os serviços seriam feitos de forma gradativa, já que são muitas estradas e rodovias em situações caóticas e na medida do possível irá atender a todas.

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