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Mil douradenses trabalham no Japão

17 Jun 2011 - 22h36
Eventos de arte e cultura reúnem a comunidade nipo-brasileira de Dourados - Crédito: Foto : Hedio Fazan/PROGRESSOEventos de arte e cultura reúnem a comunidade nipo-brasileira de Dourados - Crédito: Foto : Hedio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS - Há 103 anos eles saíram do Japão em busca de melhores oportunidades, no Brasil e resto do mundo. Hoje a rota se inverte. Eles voltam ao Japão, a “terra do sol nascente” em busca de oportunidade no mercado de trabalho. São mais de 1 mil douradenses empregados em diferentes setores da economia japonesa que continua a “todo vapor” apesar dos recentes desastres ambientais.

De acordo com o diretor cultural do Clube Nipônico de Dourados, Kiyoshi Rachi, a procura por emprego no Japão continua alta entre os douradenses. “O salário no Japão continua ‘enchendo os olhos’ dos descendentes que estão no Brasil. Prova disto, é que eles se formam em curso superior no Brasil, mas ganham mais trabalhando como operários no país de origem da família’, lembra.

Segundo o diretor, com o trabalho no Japão, muitos nikkeis conseguem inclusive manter a família no Brasil, enviando parte do salário todo o mês. Outros investem em imóveis em Dourados.

Conforme Rachi, o Clube Nipônico calcula que em Dourados vivem hoje cerca de 800 famílias de descendentes japoneses. Destas, 200 são associadas. O diretor acredita que muitos se integraram totalmente a cultura brasileira, o que fez com que desistissem de manter a tradição japonesa. Alguns param totalmente de frequentar o Clube. O desafio para os próximos anos é resgatar estas pessoas para continuar com a cultura.

HISTÓRIA

De acordo com o Clube Nipo-brasileiro em Dourados, no dia 18 de junho de 1908 chegaram ao porto de Santos 165 familias e 48 avulsos totalizando 781 imigrantes, que vieram contratados para trabalharem nas fazendas de café do Estado de São Paulo. No então Mato Grosso, os primeiros imigrantes chegaram atuando na construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, inaugurada em 1914 em Campo Grande. Na região de Dourados, os primeiros japoneses chegaram após o término da Segunda Guerra Mundial, a partir de 1947.

A região de Dourados chegou a contar com cerca de 17 entidades recreativo-esportivas organizadas para a promoção de atividades culturais japonesas, na década de 1970. Atualmente, clubes nipo-brasileiros estão funcionando em Dourados, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Ivinhema, Nova Andradina e Navirai, existindo núcleos organizados em Ponta Porã, Maracaju, Rio Brilhante e Caarapo. No município de Dourados atuam as associações de Dourados, Kyoei do Barreirao e a de Vila Vargas.

A Associação Cultural de Esportiva Nipo-Brasileira, nome fantasia e Clube Nipo-Brasileiro de Dourados foi criado em 1953 com o nome de Clube Nipônico de Dourados. Atualmente conta com cerca de 200 familias associadas.

EVENTOS

Em junho, a comunidade nipo-brasileira promoveu a Festa Junina da Escola Modelo de Lingua Japonesa, a Caravana Médica Volante da Associação Beneficência Nipo-Brasileira e o 49º Campeonato Sul-Mato-Grossense de Beisebol.

Ainda neste mês ocorrerão o Campeonato de Oratória da Escola Modelo e o 22° Campeonato Guetobol entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul em Campo Grande.

CULTURA

As principais atividades culturais e esportivas do segundo semestre serão 17º Undokai do Rengokai (Gincana Esportiva Familiar) em Naviraí, II Seminario da Amizade de Estudantes Nipo-Brasileiros, Campeonato Brasileiro de Beisebol Interclubes Adulto, 57º Aniversário de Fundação do Clube, IX Campeonato de Vôlei, XVIII Karaokê Shinjin (Campeonatoo de Karaokê de Calouros), o VII Costelão do Departamento de Beisebol e Softbol, Bazar Beneficente, entre outros.

A partir de outubro, estão agendadas o 29º Concurso Estadual da Canção Japonesa em Campo Grande, a Homenagem aos Idosos, o 10º Japão Fest, o Torneio Estadual Softbol Masculino Interclubes Diamante - 57 anos no Barreirão, a formatura da Escola Modelo, o Bonnenkai (festa de final de ano). A programação termina no dia 18 de dezembro, com o Mochitsuki, que é a confecção de bolinhos de arroz amassado no pilão; símbolos da boa sorte para o ano novo.

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