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Dia-a-Dia

Maria Fattorelli vai falar sobre a carga tributária no Brasil

14 Mar 2016 - 06h00
Como parte da 2ª fase da campanha "Acorda MS - Chega de Impostos", a Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Faems e OAB/MS trazem, hoje a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, para falar sobre a carga tributária no Brasil. A palestra, que será realizada às 20 horas no auditório térreo do Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), é gratuita e aberta para empresários e sociedade em geral para aumentar a mobilização contra o excesso de impostos e o possível retorno da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras).


Maria Lúcia Fattorelli, que é especialista em administração tributária pela FGV-EAESP, formada em administração pela UFMG e Ciência Contábeis pela Faculdade Machado Sobrinho, de Juiz de Fora (MG), também integra a CADTM (Comitê para Anulação da Dívida do Terceiro Mundo) desde 2003 e a CAIC (Comissão de Auditória do Crédito Público) desde 2007. A Auditoria Cidadã da Dívida é uma associação sem fins lucrativos, que visa realizar auditoria da dívida pública brasileira, interna e externa, federal, estaduais e municipais.


Essa iniciativa exige a devida transparência no processo de endividamento brasileiro, de forma que os cidadãos conheçam a natureza da dívida, os montantes recebidos e pagos, a destinação dos recursos e os beneficiários dos pagamentos de juros, amortizações, comissões e demais gastos. A Auditoria Cidadã também visa estabelecer relações com outras entidades e redes nacionais e internacionais com o objetivo de realizar estudos, cooperar com processos de auditoria da dívida em outros países, divulgando a auditoria como ferramenta de investigação do processo de endividamento e como meio para articulação internacional de países endividados.

Atuação


As atividades da Auditoria Cidadã da Dívida começaram logo após o Plebiscito Popular da Dívida Externa, realizado no Brasil em setembro do ano 2000, em 3.444 municípios do País, organizado por diversas entidades da sociedade civil brasileira, especialmente pela Campanha Jubileu Sul. Naquela ocasião mais de seis milhões de cidadãos participaram do Plebiscito, sendo que mais de 95% votaram não à manutenção do acordo com o FMI, à continuidade do pagamento da dívida externa sem a realização da auditoria prevista na Constituição Federal e à destinação de grande parte dos recursos orçamentários aos especuladores. Em respeito à Constituição Federal e ao voto dos milhões de cidadãos que participaram do Plebiscito.

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