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Drama

Mãe que precisa tratar tumor sofre com falta de vagas em creches

01 Jun 2016 - 14h20

A mãe que precisou de creche para deixar a filha de menos de um ano e dar continuidade ao tratamento contra um tumor cerebral revela o drama de milhares de famílias que aguardam vagas na Capital e em outras cidades do Estado.

De acordo com site campograndenews , Juliana Érika dos Santos, de 29 anos, em outubro do ano passado, começou sua luta contra o câncer e, mesmo após uma delicada cirurgia, que resultou em 42 pontos, em março deste ano, o resultado da biópsia confirmou um tumor agressivo, precisou ainda de sessões de radio e quimioterapia.

Para piorar a situação, ela não tinha quem deixar a pequena Maria Vitória, então com 10 meses. "Como vou fazer esse tratamento com duas crianças pequenas, sozinha sem uma ajuda? Procurei a Semed (Secretaria Municipal de Educação), levei exames, chorei por uma vaga temporária, mas nada. Tentaram cinco creches na região, mas não tinha vaga. Isso é revoltante, pois você cumpre todos seus papeis como cidadão e, neste momento, você não tem nada", desabafou ela.

O Hospital São Julião, no qual Juliana trabalha há 5 anos foi de onde veio o socorro. "Não havia nem vaga, a irmã Silvia abriu uma exceção e minha filha está sendo muito bem cuidada". O hospital fica na região onde mora Juliana. O filho mais velho, de 7 anos, já frequenta a escola. Nesta quarta-feira, ela completou a 19ª sessão de radioterapia e faltam 12 para que o tratamento termine.

inda segundo o site, a Prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que há uma forte demanda represada por vagas em creches. A fila é de 11,8 mil crianças. Não há prioridades para casos como de Juliana.

O Ministério do Desenvolvimento Social disse nesta quarta-feira que municípios que atendem crianças de até quatro anos com deficiência e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) passarão a ter apoio financeiro da União para ampliar a oferta em creches públicas e conveniadas. O apoio financeiro será destinado para as prefeituras que ampliarem o número de matrículas em creches para crianças de 0 a 48 meses, beneficiárias do Bolsa Família, ou que tenham aumentado a cobertura de crianças beneficiárias do BPC.


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