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Líder do Governo admite: “bateu, levou” em confronto

16 Fev 2011 - 22h15
Deputado Júnior Mochi diz que não haverá questionamentos sem resposta - Crédito: Foto : Chico RibeiroDeputado Júnior Mochi diz que não haverá questionamentos sem resposta - Crédito: Foto : Chico Ribeiro
Campo Grande - A bancada de oposição na Assembleia Legislativa pode até ser mais ofensiva em relação à legislatura passada quando contava apenas com quatro deputados. No entanto, não ficará sem resposta à altura toda vez que atacar o governo.
A advertência foi feita ontem pelo líder do Governo na Casa, deputado Júnior Mochi (PMDB), em entrevista ao jornal O PROGRESSO, embora minimizando questionamento sobre se haverá “bateu, levou” num eventual ataque dos adversários.


“Não, eu tenho uma boa relação, principalmente com os deputados do mandato passado, que se reelegeram. Não tenha dúvida que estabelecerei esta relação com os demais. Obviamente, como líder do governo, que é um governo responsável, não pode haver questionamentos sem resposta”, colocou Mochi ao ser perguntado sobre o comportamento da base aliada.

Na legislatura passada, embora restrita a quatro parlamentares, a oposição deitava e rolava na tribuna, com poucas reações do então líder do Governo, Youssif Domingos (PMDB), que como não conseguiu se reeleger foi nomeado na Casa Civil como recompensa.

Atualmente, integram a oposição, além de Almi, os deputados Paulo Duarte, Pedro Kemp e Laerte Tetila, todos do PT; George Takimoto (PSL), Felipe Orro (PDT) e Alcides Bernal (PP).

“Os questionamentos devem ser respondidos pelo governo para que a sociedade tenha efetivamente o contraponto, a visão do governo do Estado, e é isso que a liderança deve fazer”, ensinou Mochi.

O recado surge 24 horas depois que o líder do PT, Cabo Almi, antecipou como será a postura da oposição no Legislativo. Ele avisou que os oposicionistas serão uma espécie de “pedra” no sapato do governador André Puccinelli (PMDB).

Na abertura dos trabalhos da Assembleia, na terça-feira, o petista sequer poupou a sessão solene e mandou um aviso “malcriado” para o governador, presente ao ato.

\"Vamos discutir o adicional noturno que os policiais militares não recebem e a remuneração diferenciada que a polícia não tem para atuar na região de fronteira. A segurança pública estará presente na nossa pauta de discussões, assim como a morosidade no assentamento das famílias sem terra”, cutucou.

Entre os assuntos que a oposição pretende usar para polemizar as discussões estão, segundo ele, a alta alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos combustíveis, a lentidão da reforma agrária no Estado e o caos na segurança pública.

#####ATUAÇÃO

Em sua nova função, Mochi contou que pretende fazer reuniões semanais com os líderes dos partidos aliados para determinar o procedimento das lideranças no decorrer da semana e durante as sessões.

Ele adiantou que também deseja conquistar permanentemente uma articulação com os secretários, “para que a gente possa, como hoje, levantar resposta dos questionamentos colocados na Casa em relação ao governo”.

Ele referiu-se, nesse caso, a críticas disparadas nesta terça-feira por Pedro Kemp, que estreou na tribuna cobrando ao governo a distribuição de alimentos entre a comunidade indígena.

“Nós entendemos que em um governo sério como é, consciente, coerente, as ações não são tomadas a esmo, então as ações tem embasamento não só legal, mas embasamento em diagnósticos levantados pelas secretarias”, acrescentou o deputado, que também estreou como líder do governador, durante aparte, contra-atacando a oposição.

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