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Lamaçal barra chegada de carteiros em Dourados

05 Jul 2011 - 21h25
Ruas intransitáveis são pesadelo para carteiros que precisam entregar correspondências 
Foto: Hédio Fazan 
 - Ruas intransitáveis são pesadelo para carteiros que precisam entregar correspondências Foto: Hédio Fazan -
DOURADOS – As chuvas registradas nos últimos dias em Dourados impediram a entrada de carteiros em bairros de difícil acesso. Por conta disso, do volume diário de 30 mil cartas que os Correios distribuem diariamente, cerca de 21 mil ou 70% delas deixaram de ser entregues. No último domingo, quando a chuva deu uma trégua, uma força-tarefa foi reali-zada para garantir a normalidade na entrega.

A empresa pagou hora extra para as equipes redobrarem a distribuição. O problema é que quatro dias depois da chuva, muitas ruas de Dourados ainda estão intransitáveis, o que impede a chegada dos Correios. Mesmo assim a empresa asse-gura que todas as correspondências serão entregues na casa do cliente, não sendo necessário, portando que ele se desloque até as unidades de distribuição que fazem outros tipos de serviços internos e administrativos.

A preocupação por parte dos moradores acontece em relação aos juros causados pelo pagamento de faturas em atraso. A empregada doméstica Rosana Garcia Moraes, moradora na Vila São Jorge, conta que a fatura de uma loja de calçados chegou com atraso, o que rendeu multas para ela. “A prestação venceu no sábado, mas a correspondência só chegou hoje, três dias depois. No ano passado muita gente deixou de receber os carnês de IPTU e IPVA por causa das chuvas.

Os documentos chegaram depois de quase uma semana, em relação a outros pontos do bairro onde existe asfalto”, contou ontem a reportagem.
Ela mora na Rua João Paulo Garcete, mas diz que o problema se estende ainda para as ruas Dom Pedro I e Ivinhema, naquele bairro. Segundo ela, toda a vez que chove as famílias ficam ilhadas devido à precariedade das ruas. “Aqui nem caminhão de lixo passa quando chove. As sacolas que os moradores colocam em frente de casa são rasgadas pelos cachor-ros e o lixo fica espalhado pela rua. Se o caminhão entrar aqui ele atola”, conta.

Segundo ela, além do lamaçal, outro agravante é que não há iluminação pública e nem energia elétrica instalada no bairro. Sem visibilidade à noite, os condutores atolam e estão sujeitos a acidentes”, alerta.
O frentista José Roberto Costa, morador na Rua Januário Pereira de Araújo, no bairro Parque Nova Dourados, também sofre com a rua intransitável no período das chuvas. Além de uma dificuldade maior de acesso ao bairro, os veículos não conseguem transitar pelo local.

#####INTRAFEGÁVEL
De acordo com o gerente de distribuição dos Correios, Ramão Arnaldo Lopes, os principais problemas estão aconte-cendo em ruas do Jardim Guaicurus, Parque do Lago, Canaã I e I e Jardim Novo Horizonte. Mesmo assim ele assegura que o sistema de entrega já foi restabelecido e opera em sua normalidade até que chova novamente. Ele pede que a população aguarde em casa as correspondências e assegura que todas chegarão. “Não adianta vir nas agencias porque os documentos estão em posse dos carteiros a distribuição. Todos eles já estão nas ruas fazendo o seu trabalho de entrega e portanto não é possível viabilizar aqui estas correspondências”, assegura.
Ramão explica que a medida também é uma forma de garantir segurança ao cliente.

“Às vezes não há como comprovar se a pessoa que está no balcão querendo retirar a correspondência é a mesma do destinatário”, alerta.
O gerente explica ainda que somente em dois casos é preciso fazer a retirada da correspondência na agência. O primei-ro é quando o usuário recebe em casa um aviso, dando conta que o carteiro esgotou as tentativas de entrega e ninguém foi localizado para receber o produto. A outra opção existe quando o remetente encaminha a postagem na situação “posta restante”. Ele escreve esta denominação na carta e o destinatário recebe a correspondência na boca do caixa a pedido do remetente.

#####FATURAS
Quanto às faturas de cartão de crédito, Ramão explica que os atrasos nem sempre estão relacionados aos alagamentos das ruas. Segundo ele, as próprias empresas atrasam o envio. Algumas já chegam até atrasadas nos Correios.
Ramão explica que para o consumidor saber quando a fatura foi postada, ele deve observar os últimos números do código de barras. “Se a carta foi postada hoje, então os últimos dígitos terão 05072011, ou seja, 05 de julho de 2011”, explica.

O ideal, segundo Ramão, é que os consumidores reclamem junto às próprias empresas sobre os atrasos na fatura. Ele também orienta que neste período mais crítico, as contas que demorarem a chegar sejam impressas através de sistema na internet. “O ideal é que o consumidor se adiante e procure pagar as contas antes do vencimento. Caso ele se sinta prejudi-cado, pode ainda procurar auxílio aos órgãos fiscalizadores”, conta.

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