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Manifestação

Índios bloqueiam MS-156 em apoio à greve de professores

30 Jun 2016 - 17h00Por Vladimir Platonow Do Progresso
Indígenas fizeram manifesto ontem na rodovia de acesso entre Dourados e Itaporã e prometem bloquear hoje. - Crédito: Foto: Sérgio Quinhones/RITIndígenas fizeram manifesto ontem na rodovia de acesso entre Dourados e Itaporã e prometem bloquear hoje. - Crédito: Foto: Sérgio Quinhones/RIT
Os professores indígenas que se juntaram aos educadores em greve da área urbana, ligados ao Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted), realizaram um movimento nesta quinta-feira na rodovia MS-156 que liga Dourados a Itaporã onde bloquearam a pista em intervalos intercalados de dez em dez minutos. Segundo os professores indígenas o protesto deve continuar nesta sexta-feira a partir das 8h.


De acordo com a professora indígena, Cristiane de Souza, antes do bloqueio os professores irão fazer duas "inaugurações" simbólicas de quadras cobertas na Escola "Augustinho" e na Airaporã, que ficam na Aldeia Bororó.


"A prefeitura ficou de concluir as obras das quadras cobertas destas escolas e a única coisa que o prefeito fez foi colocar placa, nós vamos inaugurar essas coberturas que não existem", disse Cristiane. Segundo ela, já aderiram à greve na Reserva Indígena de Dourados as escolas Augustinho, Airaporã, Tengatui Maragatui e Ramão Martins.


Ontem à tarde, o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) tentava entregar um documento à Comissão de Educação da Câmara Municipal, denunciando que a prefeitura estaria investindo menos de 25% da arrecadação em educação.


O vereador Idenor Machado (PSDB) disse à reportagem do O PROGRESSO que tão logo tomou conhecimento disso entrou em contato com a prefeitura, que negou que isso estaria acontecendo. "A prefeitura demonstrou perplexidade com essa informação, mas a Comissão de Educação deve receber e encaminhar essa denúncia que deve ser por escrito, verbalmente não serve", disse Idenor.


O movimento dos profissionais da Educação reivindica o pagamento da Lei do Piso de 20 horas para o magistério, a reposição salarial do grupo administrativo e da inflação no período de dois anos, que não vem sendo pago pela administração municipal, segundo o Simted.


Ontem a greve completou uma semana. "Até o momento, a prefeitura somente exigiu o fim da paralisação na Rede Municipal de Ensino para que os números da educação sejam discutidos com a categoria, mas sem qualquer proposta oficial que garanta o respeito aos direitos trabalhistas de professores e administrativos" afirma o Simted.

Outro lado


A prefeitura de Dourados alega que em abril deste ano já concedeu 11,25% de reajuste aos educadores de Dourados e que se propõe a dialogar com eles somente depois que encerrarem o movimento grevista.

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