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Editorial

Guerra mundial

02 Fev 2016 - 10h21
A caçada ao mosquito aedes aegypti que até pouco tempo transmitia somente a dengue e depois evoluiu para a Chikungunya e Zika preocupa a população mundial e em Dourados por exemplo até mesmo as forças de segurança estão se envolvendo nesta verdadeira guerra. Na ultima sexta-feira de manhã o Exercito, a Guarda Municipal e o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), além, é claro da equipe do CCZ e secretaria municipal de saúde realizaram o mutirão da dengue no centro comercial da cidade. Eliminar este mosquito do meio ambiente não pode ser compromisso apenas das autoridades de saúde, envolve e deve envolver todo o setor público e também a sociedade. A importância de se combater a proliferação deste mosquito está nas informações disponíveis. A maior preocupação é com o avanço do Zica vírus que provoca sequelas aos futuros bebês das mães infectadas para o resto da vida.


O pior é que entre três e quatro milhões de pessoas devem contrair o zika vírus em 2016 no continente americano. 1,5 milhão destes casos deve ocorrer no Brasil. A estimativa foi divulgada recentemente pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas. O cálculo considera o número de infectados por dengue, doença transmitida pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, em 2015, e a falta de imunidade da população ao vírus.


Pelo menos 22 países e territórios já confirmaram a circulação autóctone do vírus zika, desde maio de 2015, segundo a Opas. A maioria deles localizados no continente americano. São eles: Brasil, Barbados, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Haiti, Honduras, Martinica (França), México, Panamá, Paraguai, Porto Rico (EUA), Ilha de São Martinho (França/Holanda), Suriname, Venezuela, Ilhas Virgens (EUA), Samoa e Cabo Verde.


Além desses países, o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), também aponta casos da doença na Bolívia, Curaçao, República Dominicana, Guadalupe (França), Nicarágua, Tailândia, Fiji, Ilhas Maldivas, Nova Caledônia (França) e Ilhas Salomão. O órgão ainda indica que 10 países da Europa registraram casos importados de zika: Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido.


O Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) confirmou que um morador do Texas é o primeiro caso confirmado do surto atual de zika vírus no país. O homem havia visitado a América Latina recentemente.


De acordo com a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, o vírus zika está se espalhando rapidamente pelas Américas e pode chegar a todos os países do continente, exceto o Canadá e o Chile continental, onde o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, não está presente.


Ainda não há dados consolidados e precisos do número de casos da doença nos países que registraram a ocorrência do vírus. Segundo Etienne, a dificuldade na obtenção de números confiáveis de casos de infecção pelo vírus zika se deve a várias razões, como o fato de o vírus ser detectável somente por alguns dias no sangue das pessoas infectadas e dos médicos, assim como os próprios exames laboratoriais, não conseguirem com facilidade os casos de zika de doenças como dengue e chikungunya, que têm sintomas muito semelhantes.


Além disso, apenas uma em cada quatro pessoas infectadas são sintomáticas, o que significa que somente uma pequena parcela de pessoas que desenvolvem os sintomas da infecção causada pelo vírus procura os serviços de saúde, prejudicando a contagem dos casos da doença.


Da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus, o zika vírus provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya. De baixa letalidade, causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações) e exantema maculo-papular (manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.


O zika vírus é transmitido pela picada dos mosquitos da família Aedes (aegypti, africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus e vitattus). A partir da picada infectada, a doença tem um período de incubação de aproximadamente quatro dias até os sintomas começarem a se manifestar e os sinais e sintomas podem durar até sete dias.

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