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POLÍTICA

Geraldo e Takimoto intervêm e garantem água para Reserva Indígena de Dourados

23 Jun 2016 - 16h40
Falta de água obriga indígenas a percorrerem vários quilômetros com baldes, garrafas e galões. - Crédito: Foto: Ricardo MinellaFalta de água obriga indígenas a percorrerem vários quilômetros com baldes, garrafas e galões. - Crédito: Foto: Ricardo Minella
A FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) e a SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena) assinam, nesta quinta-feira (23), um termo de cooperação técnica para a perfuração de um novo poço na Aldeia Jaguapiru, situada na Reserva Indígena de Dourados. A assinatura acontecerá às 15:00 horas na Câmara de Vereadores.

O termo de cooperação possibilitará à FUNASA, com sua experiência de vários anos atendendo à questão indígena, auxiliar à SESAI na busca de uma solução para o problema da falta d’água na Reserva em Dourados. A medida atende à uma articulação feita pelos deputados Geraldo Resende (PSDB) e George Takimoto (PDT).

"Recebi a solicitação dos parlamentares e, ao analisar o caso, chegamos à conclusão de que poderíamos atender a essa demanda, com o objetivo de, pelo menos, minorar o problema da falta de água na Aldeia Jaguapiru, em Dourados", explica o superintendente estadual da FUNASA em Mato Grosso do Sul, Sérgio Castilho.

Ainda de acordo com Sérgio Castilho, o novo poço tubular terá uma profundidade de 112 metros e será perfurado próximo a um antigo, que desabou e está desativado e possivelmente deverá ter a mesma vasão, que era de 17.100 litros/hora. A expectativa é que dentro de 15 dias o mesmo já seja ativado.

Preocupação

Preocupados com uma situação que já perdura mais de 100 dias, o deputado federal Geraldo Resende e o deputado estadual George Takimoto solicitaram às autoridades providências urgentes para resolver o problema da falta de água potável nas aldeias Jaguapiru e Bororó, situadas na Reserva Indígena de Dourados.

O parlamentares solicitaram apoio à Fundação Nacional de Saúde junto ao superintendente Sérgio Castilho. Eles relataram o recebimento de constantes reclamações da comunidade indígena para um problema que castiga cerca de 15 mil indígenas, diariamente.

Segundo Geraldo Resende a falta de água tem obrigado famílias inteiras a andar quilômetros para encontrar água potável, sendo que várias delas saem de casa várias vezes ao dia, o que é suficiente apenas para matar a sede por algumas horas. Isso tem levado, ainda, vários indígenas a recorrerem a minas e córregos que podem estar poluídos por agrotóxicos ou outras substâncias nocivas à saúde, explica.

Para o deputado George Takimoto, "a consequência é visível nos postos de saúde, que estão lotados. Como não há rede de esgoto, que muitas vezes fica a céu aberto e próximo dos poços, famílias inteiras podem estar tomando água contaminada", explicam.

"Há cerca de um mês o problema se agravou tanto que escolas como a Tengatuí Marangatu tiveram que dispensar os alunos mais cedo por causa da falta de água", complementa Takimoto, que acredita numa diminuição drástica desse problema com a perfuração do novo poço.

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