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Audiência

Geraldo aciona ministérios para conter crise na Oncologia

30 Abr 2016 - 06h00
Geraldo expôs a crise de Oncologia do Hospital do Câncer. - Crédito: Foto: DivulgaçãoGeraldo expôs a crise de Oncologia do Hospital do Câncer. - Crédito: Foto: Divulgação
Logo após fazer um pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados, na tarde de quinta-feira (28), o deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) esteve em audiência com a diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática, Maria Inês Gadelha; com a diretora do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (DRAC), Cleusa Bernardo; a diretora do Departamento de Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social e Saúde (DCEBAS), Maria Vitória Paiva; e a consultora técnica da Coordenação Geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas (CGAPDC), Rejane Soares.


Na reunião, Geraldo Resende expôs a crise na área de Oncologia do Hospital de Câncer que vem se arrastando há anos devido um imbróglio entre o Hospital Evangélico (HE) e o Centro de Tratamento de Câncer de Dourados (CTCD). A queda de braço por recursos intensificou ainda mais essa situação. De um lado, o CTCD alega atraso de repasses feitos pelo Hospital Evangélico (unidade que detém do Ministério da Saúde a prestação de serviço na área de oncologia) no município por meio do FNS (Fundo Nacional de Saúde). É o hospital que recebe os recursos do governo federal e depois encaminha ao setor da oncologia, localizado no próprio hospital, mas numa ala separada e administrado pela empresa CTCD.


Geraldo Resende pediu a intervenção do Ministério da Saúde junto à Secretaria de Saúde de Dourados e à Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul, para que medidas sejam tomadas o mais rápido possível e os pacientes que estão em tratamento de quimioterapia não deixem de ser atendidos.


Para o deputado "essa crise resulta em prejuízo ao tratamento de câncer, já que a empresa está se negando a prestar atendimento aos pacientes. Ela está expondo-os a risco e a deterioração do estado de saúde de cada um deles. A população não pode pagar o pato. Os pacientes estão frágeis e debilitados, precisam de um tratamento adequado e não podem ficar sem medicamentos por causa dessa situação. Estou indignado! ", enfatizou.


O parlamentar está acionando também o Ministério Público Federal e Estadual para fiscalizar a destinação de verbas ao Hospital Evangélico, através de representações, para que haja um acompanhamento visando não só a solução da situação atual, e também a prevenção de outros casos similares.


Ao final da reunião, ficou garantido que o Ministério da Saúde convocará os secretários de Saúde de Dourados Sebastião Nogueira e do Estado Nelson Tavares para cobrar providências necessárias e resolver essa situação com a maior brevidade possível, já que os dois são responsáveis pela gestão plena da Saúde do Município e do Estado.

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