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Funcionários da Energisa entram em greve em MS

01 Dez 2015 - 09h31
Em Dourados,  veículos estão no pátio da Energisa. Maioria dos funcionários aderiu à paralisação. - Crédito: Foto: Hedio FazanEm Dourados, veículos estão no pátio da Energisa. Maioria dos funcionários aderiu à paralisação. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
Os serviços ligados ao fornecimento de Energia elétrica em Mato Grosso do do Sul podem ficar comprometidos, caso a Energisa, empresa concessionária dos serviços elétricos no Estado não aceite as reivindicações dos funcionários da empresa, que entraram em greve ontem (30) e devem permanecer mais dois dias de braços cruzados.

De acordo com diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia no Estado de Mato Grosso do Sul (Sinergia-MS) em Dourados, Antônio Carlos Rodrigues Camuci, na cidade, o movimento teve adesão da maioria dos funcionários. “Os eletricistas, e os demais colaboradores do atendimento ao público e da área administrativa cruzaram os braços”, explicou Antônio, também conhecido como Toni.

Na avaliação da delegada da base de Dourados, Wanderly Peixoto, “estão mantidos os atendimentos através do 0800 e 30% dos plantões, para que a população não seja prejudicada”, comenta Wanderly, ressaltando a indignação da categoria pelo descaso da empresa diante das reivindicações dos funcionários. O diretor do Sinergia em Dourados, ressalta que a greve é pela manutenção dos benefícios já adquiridos e que estão sendo cortados, como o de saúde para atendimento de funcionário acidentado, além de reposição salarial de 10.33%, de acordo com a inflação.

O representante do Sinergia-MS em Dourados, destaca que, além das questões de persas salariais, os funcionários também tem reclamado de constantes pressões e ameaças de demissões. “Alguns funcionários têm sofrido assédio moral. Para coibir esse tipo de prática, criamos um “disk denúncia” – que é o 0800.88 716 81”, ressalta Antonio.

No entendimento do Sinergia-MS, a greve já estava com data marcada desde o início de novembro. Segundo a entidade, a data base do acordo coletivo deveria ter sido corrigida em novembro. Por isso, a greve, no primeiro momento foi programada para durar até 72 horas. “Nossa intenção é retornar ao trabalho na próxima quinta-feira (3). Mas, se as negociações não tiverem êxito, marcaremos uma nova paralisação, desta vez com tempo indeterminado”, afirma.

“As negociações não tiveram nenhum avanço e por essa razão, continuaremos em greve até amanhã”, comenta Antonio Camuci.

Procurada pela reportagem do Jornal O PROGRESSO, a empresa emitiu uma nota sobre a paralisação dos seus funcionários. “A Energisa Mato Grosso do Sul informa a população que, apesar da greve estabelecida pelo Sindicato dos Eletricitários de MS (Sinergia-MS) para os dias 30/11, 01 e 02/12, será mantido o efetivo de colaboradores necessário para o atendimento dos serviços essenciais prestados pela Energisa, conforme o que determina a Lei N° 7.783/89, evitando desta maneira, quaisquer prejuízos para a sociedade. Entretanto, no caso de Dourados, em virtude da grande paralização o serviço pode ser comprometido, incluindo postos de saúde e hospitais, por responsabilidade do Sindicato que não está permitindo o acesso de colaboradores, mesmo os que querem trabalhar”, diz a concessionária.

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