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Fronteira se une e cria conselho de segurança

22 Jun 2016 - 07h00
PJC e Ponta Porã criaram o conselho internacional de segurança. - Crédito: Foto: DivulgaçãoPJC e Ponta Porã criaram o conselho internacional de segurança. - Crédito: Foto: Divulgação
Ontem de manhã, autoridades brasileiras e paraguaias, entre elas o governador do Departamento de Amambay Pedro Gonzalez Ramirez, e o prefeito de Pedro Juan Caballero José Carlos Azevedo, se reuniram na Câmara de Vereadores de Ponta Porã para discutir a escalada da violência.


A primeira medida tomada na reunião é a criação do conselho de segurança internacional da fronteira, com a participação de representantes das duas cidades. Com o conselho, a fronteira tenta ter força para cobrar reforço no policiamento e mais segurança, para fazer frente ao poder de fogo dos bandidos.

Ligação?


O jornal paraguaio Ultima Hora publicou ontem a informação de que um fuzil AK-47, de fabricação russa, encontrado com um dos seguranças do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, 56, na noite em que o empresário foi executado em Pedro Juan Caballero, foi usado em maio deste ano em ataque contra um dos homens de um dos chefes do narcotráfico, preso em Assunção.


Esta seria, segundo o jornal, uma pista para a confirmação do envolvimento do chefão do crime preso com a morte do ex-sócio. A hipótese foi levantada pelo ex-ministro da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), Luis Rojas. Ele disse que havia uma rixa entre Jorge Rafaat e Jarvis Pavão.


A arma apreendida teria sido usada para tentar matar um homem de 24 anos, piloto de avião, que supostamente fazia transporte de drogas. A ‘identidade da bala’, conforme o jornal paraguaio, foi comprovada através do sistema integrado de balística e identificação.


Citando os estudos realizados pelos peritos da polícia paraguaia por meio do sistema Ibis, o jornal afirma que o fuzil de um dos guarda-costas de Jorge Rafaat foi usado no ataque ao piloto.


A ligação do fuzil AK-47 do segurança de Jorge Raffat ao atentado ao piloto de Jarvis Pavão ocorre um dia após a família do empresário morto afirmar, em carta à imprensa, que não acredita nos "rumores" do envolvimento do narcotraficante preso na execução.

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