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Final de semana será frio e chuvoso

01 Jul 2011 - 18h43
Nas lavouras, dupla geada e chuva afetou drasticamente a produção, especialmente do milho - Crédito: Foto : DivulgaçãoNas lavouras, dupla geada e chuva afetou drasticamente a produção, especialmente do milho - Crédito: Foto : Divulgação
Ana Paula Amaral


DOURADOS- istir até a semana que vem. Na próxima semana, a tendência é que as temperaturas permaneçam baixas, mas o tempo deve ficar aberto, sem chuvas. Esta semana, a mudança no clima pegou os produtores rurais de surpresa. Nas lavouras, a dupla geada e chuva afetou drasticamente a produção, especialmente do milho safrinha. As pastagens também foram diretamente afetadas por causa das geadas consecutivas. Com a previsão de mais frio e chuva, produtores e especialistas aguardam a estiagem para avaliar os impactos na produção.



Apesar de não haver um consenso entre os institutos de meteorologia, tudo indica que o final de semana será de frio e chuva em Dourados. Para o início da semana, a maioria dos institutos prevê a permanência de baixas temperaturas, segundo os institutos Climatempo e Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

O pesquisador e agrometeorologista Carlos Ricardo Sietz, da Embrapa Agropecuária Oeste, lembra que é preciso avaliar as previsões com cautela, mas confirma que a massa de ar polar deverá manter as temperaturas baixas nos próximos dias. As chuvas também deverão persistir até sábado. No domingo, a previsão é de pancadas de chuvas em pontos isolados, e tempo aberto, com predomínio de sol, a partir de segunda-feira.

Lavouras

Nas lavouras, os produtores e consultores em agronomia ainda não conseguiram fechar um diagnóstico sobre as perdas provocadas por duas geadas consecutivas no início da semana. O consultor Ângelo Ximenes lembra que a cada geada o impacto é ainda mais severo porque que a planta já está debilitada.


Ainda segundo ele, as chuvas de quarta e quinta-feira só pioram a situação porque impedem a realização da fotossíntese pelas folhas que não foram afetadas pela geada. “Com a geada, a planta tende a antecipar o ciclo e a tendência é que a produção apodreça mais rápido por causa do excesso de umidade”, explica. Ainda segundo o especialista, além de provocar perdas, a geada seguida de chuva também resulta em queda de qualidade nutricional da produção. Segundo ele, as lavouras mais afetadas foram aquelas plantadas de forma tardia, entre o final de março e início de abril.


O produtor rural Fábio de Oliveira Silva plantou 100 hectares de milho, mas informou à reportagem que ainda não é possível avaliar os impactos da geada, justamente pela chuva forte de quarta e quinta-feira. “Precisamos de um dia ou dois para fazer um diagnóstico mais exato das perdas. Ainda não dá para ter noção”, afirmou.

Fábio diz que, este ano, esperava aumentar a produtividade em pelo menos 20%, já que ampliou a aplicação de tecnologia de variedades. “Agora, por causa do impacto do clima, com certeza não vamos colher de acordo com esta previsão inicial”, avalia. Segundo ele, nos dois últimos anos não houve geadas e os produtores obtiveram bons resultados de produção. “Sempre há a esperança de um ano bom. O produtor nunca está preparado para ter prejuízos”, afirmou.

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