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‘Fera’ em Português está no soletrando

25 Mar 2011 - 18h28
Rafael da Silva vai para o Rio de Janeiro para disputar o Soletrando - Crédito: Foto : Hedio Fazan/PROGRESSORafael da Silva vai para o Rio de Janeiro para disputar o Soletrando - Crédito: Foto : Hedio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – O estudante douradense Rafael da Silva, de 12 anos, embarca hoje para o Rio de Janeiro para gravar o quadro ‘Soletrando’ do Programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. Ele é semifinalista e vai disputar contra os ‘feras’ da Língua Portuguesa das regiões Sul e Sudeste e do estado de Mato Grosso. O quadro será exibido no próximo sábado, dia 2 de abril.

Rafael cursa o 8º ano na Escola Estadual Antônia da Silveira Capilé. Filho único de dona-de-casa e de pedreiro, o garoto é estudioso. Sua disciplina preferida é Língua Portuguesa. Também adora a Matemática, matéria indispensável para a futura carreira. “Quero ser um engenheiro civil”, declara o estudante. Ele encontrou no pai (pedreiro) a paixão pela profissão.


A ida ao soletrando não é por acaso. Rafael é daqueles alunos que encontrou nos estudos a oportunidade de crescer na vida. O aluno do 8º ano conta com a admiração e respeito de todos na escola, onde cartazes com a sua foto estão espalhados pelos murais. É o apoio da comunidade escolar na disputa que poderá levá-lo para a grande final do Soletrando.


Rafael nunca repetiu de ano, tampouco ficou de recuperação. Tornou-se ídolo dos demais colegas da escola. Em casa, o fera douradense da Língua Portuguesa é incentivado pela mãe. A família tem uma coleção de livros dos escritores mais consagrados da literatura brasileira: Machado de Assis e José de Alencar. “Eu comecei a ler esses autores quando eu tinha dez anos.

Foi a minha própria mãe quem incentivou”, diz o garoto. Deve-se, certamente, à leitura desses escritores considerados mestres nas palavras que o garoto ampliou o vocabulário, já que Machado e Alencar são destacados em suas obras por uma rica linguagem, típicas que só eles têm.
Para enfrentar os concorrentes do Soletrando, Rafael estuda cerca de uma hora por dia o dicionário. Ele conta com a ajuda da sua professora de Língua Portuguesa, que passa instruções como as novas regras da ortografia. Rafael vai hoje para o Rio de Janeiro acompanhado pela mãe e a coordenadora pedagógica Fátima Monteiro.

#####COMEMORAÇÃO

A Escola Capilé está em dupla festa. A primeira pela conquista do aluno Rafael e a outra pela comemoração aos 35 anos da escola. Fundada em 11 de março de 1976, a instituição é uma das mais renomadas no ensino público.
A escola Capilé conta com cerca de 1.400 alunos, distribuídos entre os ensinos Fundamental e Médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “É um colégio que atende o maior bairro da cidade, o Jardim Água Boa, e demais bairros do entorno”, diz a diretora Rose Betoni.

Ela é funcionária de carreira da Capilé há 20 anos e viu de perto a escola crescer. O maior orgulho, segundo a diretora, é ver o resultado do trabalho em equipe dos professores que se converte em aprovações nos vestibulares. “Temos uma média de 55 aprovações a cada ano”, comemora Rose.

A diretora explica que esse resultado é a soma de um projeto pedagógico desenvolvido na instituição. “Não é só aula em sala de aula”, comenta a docente. Ela explica que os professores utilizam-se de recursos tecnológicos para facilitar as aulas, como laboratórios de informática e data-shows. São desenvolvidos também projetos de meio ambiente, trânsito e de diversidade, todos eles com palestras lúdicas.
#####FESTA
Para comemorar os 35 anos da escola, será realizado hoje uma série de atividades. Haverá exposição fotográfica do ‘túnel do tempo’ ao longo dessas quase quatro décadas. Ex-diretores e professores aposentados serão homenageados. Na área recreativa, docentes e alunos irão participar, juntos, de modalidades esportivas.

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