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Ex-empregados da Coagri terão R$ 2 milhões

07 Abr 2011 - 21h58
Ex-empregados da Coagri terão R$ 2 milhões -
DOURADOS – O Juiz da 2ª Vara Cível de Dourados, José Carlos de Souza, liberou das contas do Tribunal de Justiça a quantia de R$ 2 milhões. O recurso, proveniente de arrendamentos de armazéns da Cooperativa Agropecuária e Industrial de Mato Grosso do Sul (Cooagri) será destinado ao pagamento de salários de ex-funcionários, que fizeram acordos trabalhistas.

O valor será dividido entre 300 pessoas que atuavam na cooperativa. De acordo com o liquidante da dívida, indicado pela Justiça para efetuar os pagamentos, Gilberto Bernardi, a partir da próxima segunda-feira o dinheiro já começa a ser depositado na conta dos beneficiários.


No ano passado, cerca de 90 ex-funcionários receberam o pagamento dos salários atrasados. Uma terceira parcela deve ser paga no ano que vem, pelo judiciário. O valor representa 5% do valor total arrecadado de R$ 5 milhões para o pagamento de encargos trabalhistas.


Para quitar estas dívidas a justiça fez acordo com oito empresas que alugam os 18 armazéns da Cooperativa. No ano passado elas se comprometeram a antecipar o pagamento da estocagem da safra de soja. Foram 50% em em 2010, 25% em 2011 e os demais 25% em 2012. As empresas poderão reformar e estocar por três anos. O pagamento é depositado diretamente numa conta única do Tribunal de Justiça.


\"A medida resolve dois problemas crônicos. O primeiro é a falta de local para armazenamento de grãos para produtores no Estado. O segundo é o pagamento dos servidores\", explicou o juiz, observando que ainda faltarão outros R$ 2 milhões para saldar a dívida com os fornecedores, mas que este é o segundo passo da justiça para resolver o impasse.

A empresa deu os primeiros sinais de falência em 2008. De lá para cá, produtores, servidores e os fornecedores ficaram sem pagamento. Em 2009 cerca de 120 funcionários foram para frente do Fórum exigir providências. À época, eles informaram que todos estavam sem receber e não poderiam conseguir outro emprego porque a diretoria da Coagri não havia dado a baixa nas carteiras de trabalho.

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