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Em ruínas, Usina Velha vira fumódromo e foco de dengue

11 Jan 2016 - 07h00
Estrutura da Usina Velha em Dourados continua em ruínas e gerando risco de foco do mosquito Aedes Aegypti, como a dengue, chikungunya e zika. - Crédito: Foto: Hedio FazanEstrutura da Usina Velha em Dourados continua em ruínas e gerando risco de foco do mosquito Aedes Aegypti, como a dengue, chikungunya e zika. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
Em ruínas, a Usina Velha de Dourados – patrimônio histórico e cultural - é alvo de críticas de moradores circunvizinhos a estrutura. O local é utilizado para uso de drogas e prostituição. Além disso, pessoas que frequentam o local deixam lixo que estão acumulando água e se tornando foco do mosquito Aedes Aegypti, transmissor de doenças como a dengue, chikungunya e zika.


Além de camisinhas usadas descartadas no local em que facilmente qualquer criança tem acesso, o local também tem restos de materiais utilizados para o uso de drogas. No local, a equipe de O PROGRESSO também constatou o descarte de várias embalagens de marmitex, garrafas pet, latas de cerveja, sacolas plásticas. Como choveu nos últimos dias, todos estes materiais estavam acumulando água, assim como a própria estrutura danificada da Usina em vários pontos. A situação fica ainda mais grave semana passada, quando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul confirmou mais uma morte por dengue no Estado. Com o primeiro óbito registrado em Douradina, chegam a 17 o número de pessoas que morreram vítimas da doença em 2015.Segundo a Secretaria, em apenas duas semanas 3.935 novos casos de dengue foram registrados no Estado, um aumento de 9,6%. Conforme o boletim, as notificações saltaram de 40.588 no último dia 23 de dezembro para 44.523 na última semana.


Em 2014, a Prefeitura de Dourados chegou a informar que encaminhou um projeto ao Ministério das Cidades para revitalizar o local e porém, o documento não foi aprovado para receber recursos. A época a Secretaria de Cultura disse que iria reformular o projeto para reenviá-lo. A proposta é cumprir o papel pelo qual o patrimônio histórico foi tombado: transformá-lo num local de lazer, arte e cultura para o município, além de abrigar o Museu Histórico de Dourados. A Usina foi tombada como patrimônio histórico cultural em 1991.A Usina termoelétrica “Senador Filinto Muller” foi construída em 1943, iniciando seus trabalhos em 1949. Foi construído para gerar energia elétrica e foi desativada em 1951.


Em relação a concentração de materiais que acumulam água no local, a Prefeitura de Dourados esclarece que a limpeza foi feita há 20 dias. “No caso da vegetação, o crescimento acima da média é por conta do excesso de chuvas. A equipe da Secretaria de Ser-viços Urbanos (Semsur) trabalha na limpeza dos parques e, em seguida, fará a limpeza des-se local novamente”.Em nota a Prefeitura continua: “Com relação ao lixo jogado no local é ques-tão de falta de respeito de algumas pessoas que fre-quentam o local com o meio ambiente. A Prefeitura já concertou o portão que protege a entrada da área para veículos pelos menos 7 ve-zes na gestão administrativa atual, mas ocasionalmente ele é destruído. Lamentavelmente, a Secretaria de Cultura, está sendo obrigada a discutir com a Guarda Municipal, a possibilidade de manter um vigia perma-nente no local para evitar a depredação por parte de algumas pessoas que, ao contrário de destruir e po-luir, deveriam ajudar a pro-teger o patrimônio público”.


Denúncias de poluição ou depredação do patrimônio público devem ser encaminhadas para a Guarda Municipal pelos telefones 3424 8894 ou 199.

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