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Em ruínas, teatro de Dourados fecha as portas

01 Mar 2011 - 23h29
No Teatro Municipal de Dourados, equipamentos de segurança são ineficientes - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSONo Teatro Municipal de Dourados, equipamentos de segurança são ineficientes - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Um dos maiores ‘cartões postais’ de Dourados está em ruínas. Sem estrutura, o Teatro Municipal, palco de espetáculos nacionalmente conhecidos “fechou” as portas depois de ser interditado pelo Corpo de Bombeiros de Dourados, em dezembro do ano passado.

O local não oferecia segurança suficiente aos freqüentadores, pelo contrário, a estrutura que antes servia para promover a cultura douradense passou a oferecer riscos à população.

Um levantamento feito pelo atual diretor de cultura de Dourados Carlos Fábio, revela dados preocupantes. De acordo com ele, o ‘cartão-postal’ de Dourados passa por problemas hidráulicos, elétricos e de estrutura física. Para se ter uma idéia o teto de gesso desaba dia após dia e no ano passado atingiu a perna de uma artista.

As goteiras encharcam todo o carpete, que está danificado. A porta de saída de emergência está travada e mais de 100 lâmpadas estão queimadas, o que inviabiliza a visualização no interior do prédio. Para entrar no teatro só utilizando lanterna.

Além disso, o local não conta com extintores de incêndio e demais itens de segurança obrigatória. Até a grande cortina do palco está rasgada. Atrás dela, o que deveria ser um espaço reservado a artistas se tornou um depósito de sucatas.

O prédio conta com dois holofotes, o que inviabiliza trabalhos de iluminação. A sonorização também é precária e praticamente inexistente.


De acordo com Carlos Fábio, que assumiu o cargo esta semana, a informação que chegou até ele, é a de que para cumprir a agenda de atividades no teatro, alguns “remendos” provisórios chegaram a ser feitos. Cerca de 15 extintores tiveram que ser emprestados para não infringir as normas de segurança do Corpo de Bombeiros.

Segundo Carlos Fábio, a mesma situação de crise e abandono é constatada em outras frentes de cultura de Dourados. Ele cita, por exemplo, o museu municipal. “A cada chuva as equipes precisam remover peças e inserir vários baldes no local por causa da goteira. O acervo corre sérios riscos”, avaliou.
O diretor também esteve na Casa do Artesão. Lá constatou que o ponto é perigoso e já foi alvo de violência, como os assaltos. “Um novo local já está sendo providenciado”, anunciou.

Conforme Carlos Fábio, somente no teatro municipal a despesa para revitalizar o local é de R$ 500 mil, já que há 15 anos o prédio não passa por reformas ou até mesmo serviços de manutenção.

Segundo ele, a expectativa é de que com a criação da secretaria de cultura e elaboração de projetos, sejam viabilizados os recursos necessários para reformar o teatro. “A mudança tem total apoio do prefeito Murilo Zauith”, disse.

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