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Crise

Em março, queda nas vendas em Dourados chega a 10%

19 Abr 2016 - 11h01
Comércio na crise. - Crédito: Foto: Marcos RibeiroComércio na crise. - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
A venda no comércio varejista de Dourados teve uma queda, no mês de março, de pelo menos 10% em relação ao mesmo período de 2015. A avaliação é da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Dourados. Segundo a entidade, a circulação de clientes nas lojas é uma das piores dos últimos anos. No mês de janeiro de 2016, as vendas reagiram por causa das promoções de inicio de ano; já em fevereiro, por causa do carnaval, houve um pequeno aquecimento para voltar a retrair em março.


Segundo o presidente da CDL, Giovani Dal Molin, a razão é a crise financeira da clientela, aliada à inflação alta e instabilidade no governo. "As pessoas estão receosas em se compro-meterem com dívidas diante do quadro de pessimismo. Hoje o consumidor está mais comedido, só está gastando com o essencial e mesmo assim, com o "pé no freio", disse.


Ele lembra que, diante do quadro atual, muitos empresários não deram reajuste salarial para seus funcionários a fim de não emperrar a folha. Com a inflação sempre crescente, o trabalhador teve o poder de compra comprometido.


O empresário acredita que essa situação pode se reverter assim que o país garantir uma estabilidade no governo, com queda da inflação que poderá possibilitar melhora no poder de compra do consumidor. A retração nas vendas estão atingindo todos os setores, alguns mais outros menos, dependendo da necessidade do consumidor. "O lojista está fazendo o que pode para atrair o consumidor oferecendo descontos e promoções".
Ele lembra que, neste período, muitos empresários já estão começando a renovar os estoques tendo em vista a aproximação da chegada do frio e o Dias das Mães, em maio.


A avaliação da CDL de Dourados não está muito diferente da que foi feita pelo Indicador Serasa Experian, em nível nacional, divulgada no inicio deste mês. Segundo o indicador, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 1,5% em março deste ano na comparação com fevereiro. Já em relação ao mesmo período do ano passado a queda foi de 9,2%. Segundo o levantamento, este é o pior trimestre da história do indicador, que começou a ser coletado em 2000.



Mais afetados


A maior queda, na comparação mensal, ocorreu no setor de móveis, eletrônicos e informática. O índice foi ficou em 2,5% negativos em março. O setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas caiu 1,5%. A maior alta foi no setor de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, que apresentou aumento de 0,6%, seguido pelo setor de veículos, motos e peças, com alta de 0,6%.


A maior queda, na comparação anual é do setor de veículos, motos e peças, que caiu 20,4% no período. O único setor que apresentou alta na comparação março de 2016 e março de 2015 foi o de combustíveis e lubrificantes, com aumento de 4,4%.


Entre janeiro e março deste ano, a atividade varejista apresentou queda de 8,5% na comparação com o mesmo período de 2015.


Para os economistas da Serasa Experian, a queda é resultado do aumento do desemprego, das taxas de inflação elevadas, do crédito mais caro e do baixo grau de confiança do consumidor.

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