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Dourados registra 27 novos casos de HIV

13 Jul 2011 - 22h24
Foto: reprodução - Foto: reprodução -
DOURADOS - Em seis meses, Dourados registrou 27 novos casos de contaminação pelo HIV, vírus que pode levar ao desenvolvimento da Aids (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). Deste número, 17 casos apareceram em homens e dez em mulheres.

Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, através do Programa Municipal DST/Aids, que apresentou na segunda-feira o mapeamento das doenças com agravo, detectadas em Dourados de janeiro a junho deste ano.

A boa notícia é que os novos casos diminuíram em Dourados, apesar do aumento do número de exames. No ano passado, nos primeiros seis meses, foram 37 novos casos de HIV e 3.600 exames, contra 3.815 no mesmo período deste ano.

Para a coordenadora do programa DST/Aids, Berenice Souza Machado, as causas mais prováveis para o aparecimento de novos casos é a ausência do medo da doença incurável, mas cujo tratamento adequado melhora a qualidade de vida. “Muitas pessoas pensam que não é necessário se preocupar tanto com a prevenção”, destacou Benerice. Por outra lado, segundo ela, o tratamento é bastante rigoroso e difícil, caso a pessoa não siga corretamente, pode vir a ter complicações com a doença que pode levar à morte.

A medicação é basicamente do tipo antirretroviral, distribuido pelo governo federal. Com o desenvolvimento da terapia, em 1996, a mortalidade e as infecções oportunistas foram reduzidas em mais de 72%. Já é possível viver mais de 25 anos com HIV sem apresentar nenhum sintoma ou efeito colateral, afirmam especialistas.

Hoje, o Programa DST/Aids em Dourados atende 1.323 pessoas infectadas pelo vírus, mas 357 (entre 18 a 59 anos) efetivamente fazem o tratamento por já terem desenvovido a Aids. Entre as pessoas que já fazem tratamento, 26 são gestantes, 15 crianças e oito adolescentes. Este ano 15 pessoas já morreram devido a complicações da Aids, em Dourados.

GESTANTES

A coordenadora diz que normalmente as gestantes descobrem que estão com o HIV quando iniciam o pré-natal. O exame é muito importante, pois há tratamentos que reduzem drasticamente a chance de transmissão durante a gravidez, parto e amamentação.

Isso significa que, mesmo que a mãe esteja infectada pelo HIV, é possível que o bebê nasça saudável e livre da infecção. Porém, sem um tratamento adequado, 15% a 30% das crianças nascidas de mães soropositivas adquirem o vírus durante a gestação, parto ou amamentação.

O diagnóstico é obtido através do exame de sangue (soro ou plasma) que identifica anticorpos contra o vírus HIV – Anti-HIV. Caso o resultado do teste seja positivo, novas provas acontecem para certificar o diagnóstico.
A identificação de gestantes positivas para o HIV é fundamental para o acompanhamento pré-natal (durante a gestação) e neonatal (logo após o nascimento).

Gestantes portadoras do vírus HIV são acompanhadas durante o pré-natal pelo obstetra e infectologista. O tratamento medicamentoso com a medicação AZT diminui o risco de transmissão para o feto. Recém nascidos de gestantes positivas para o HIV são tratados após o nascimento. A mãe deve ser orientada a não amamentar o recém-nascido e a lactação deve ser inibida.


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