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Douradense denuncia conflitos de MS no Peru

20 Nov 2015 - 09h10
Kenedy vai denunciar situação dos indígenas de MS no Peru. - Crédito: Foto: Marcos RibeiroKenedy vai denunciar situação dos indígenas de MS no Peru. - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
O indígena douradense Kenedy de Souza Morais, vai denunciar a situação dos conflitos de terras de Mato Grosso do Sul no Peru. Guarani, graduado em Serviço Social e mestre em Desenvolvimento Sustentável Junto a Povos e Terras Indígenas pelo Centro de Desenvolvi-mento Sustentável da Universidade de Brasília, o indígena participa do Encontro Internacional sobre Drogas e Cultura no Peru. O evento acontece de 19 a 21 de novembro. Kenedy também participa do Conselho Interamericanp sobre espiritualidade indígena, que acontece entre 25 e 28 deste mês.

De acordo com Kenedy, ele é o único indígena do Brasil a participar do evento no Peru. “Será uma grande oportunidade para unirmos forças com outras etnias e organizações internacionais para sensibilizar o governo Brasileiro a cumprir os tratados internacionais. Entendemos que toda mudança acontece de “dentro pra fora” ou seja, precisamos reagir enquanto povos e exigir que o Estado respeite esses tratados, a exemplo da convenção 169 da OIT, assinada e ratificada pelo Brasil em julho de 2003. Não podemos mais perma-necer na ilusão de que o Estado resolva os nossos problemas. Para se ter uma ideia deste abandono “nem coleta de lixo nos temos na reserva, composta por mais de 15 mil havitantes. Porque negam a nós segurança Publica? Nós, precisamos ser respeitados como cidadãos brasileiros”, enfatiza.

Segundo Kenedy a situação dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul é revoltante. “Nosso Estado é o único do Brasil em que per-manecem conflitos históri-cos envolvendo terras indí-genas. As aldeias se torna-ram verdadeiros “depósitos” de humanos em que os índios foram despejados para utilização como mão-de-obra agrícola, hoje se tornaram verdadeiros guetos. Populações que antes se sustentavam com abundancia foram transformados em dependentes do fornecimento de alimentos e vulneráveis a doenças decorrentes da fome, subnutrição, alcoolismo e de outras drogas. Precisamos com urgência repensar o leniente papel do estado e a devastação que o capital predador promove sobre os espaços físicos e direitos humanos”, destaca.

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