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Diagnóstico tardio do diabetes pode gerar complicações

12 Dez 2015 - 07h25
Médico Antônio Hattori participou recentemente de congresso nacional de diabetes. - Crédito: Foto: DivulgaçãoMédico Antônio Hattori participou recentemente de congresso nacional de diabetes. - Crédito: Foto: Divulgação
Hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. E esse número está crescendo. Em alguns casos, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações. Saber mais e aprender a conviver bem com a doença é fundamental para cuidar da saúde.


Segundo o médico endocrinologista Antônio Hattori, diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Atuante nas áreas de performance e desenvolvimento humano, doenças da tireoide, diabetologia, obesidade e hipertrofia, ele explica que, insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia.


Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.


Um simples exame de sangue, segundo o médico, pode revelar se a pessoa tem diabetes. Com uma gotinha de sangue e três minutos de espera, já é possível saber se há alguma alteração na taxa de glicemia. Caso a alteração seja considerável, será necessária a realização de outros exames, mais aprofundados.


Tratamento e controle


Uma das coisas mais importantes é controlar o nível de glicose no sangue, para evitar complicações. A medição pode ser feita por meio de um monitor de glicemia ou por meio de bombas de insulina. Os dois tipos de aparelho devem ser adquiridos e usados com orientação da equipe multidisciplinar.


Antonio Hattori diz que é importante seguir as orientações para que a medição seja feita nos horários corretos, nas situações corretas e com a frequência ideal. Com esses dados, é possível tomar as melhores decisões. É importante anotar ou registrar em aplicativos gratuitos para o celular esses dados. Assim, vai ser possível perceber claramente a interação entre os medicamentos, a atividade física, a alimentação e o modo como você está se sentindo. É importante saber que a glicemia normal em jejum não deverá ultrapassar os 100 mg/dL. E duas horas após uma refeição, a glicemia não deverá ultrapassar 140 mg/dL.


Também é importante sempre levar o monitor e o registro das glicemias com quando o paciente for visitar o médico. Isso para poder testar se o monitor está funcionando perfeitamente e se a pessoa está checando-o corretamente. Também é válido levar anotadas as medicações que está usando.

Planejar alimentação


Todas as pessoas, tendo ou não diabetes, devem ter uma alimentação saudável, regulando a quantidade de doces e gordura ingeridos, por exemplo. Isso ajuda a manter o peso saudável. E sempre é bom lembrar: se a pessoa está acima do peso considerado ideal para o seu perfil, emagrecer vai ajudar muito no controle da doença. E, mesmo que o indivíduo não chegue ao peso ideal, uma perda de 10 a 15% já representa uma vida muito mais saudável. Pense nisso!


Para quem tem diabetes, segundo Antonio Hattoti, uma ferramenta muito importante é a contagem de carboidratos. É possível anotar os valores ou colocar também em aplicativos para o celular. Como a alimentação será reflexo da quantidade de exercícios realizada, o diabetes nada mais é do que uma oportunidade para rever os hábitos – seus e de sua família.

Exercício físico


Exercícios físicos regulares ajudam a baixar as taxas de glicemia. Quando se gasta energia, o organismo usa o açúcar do sangue em velocidade maior. Além disso, diversas pesquisas já comprovaram que a atividade física favorece o humor, o sono e a disposição para outras atividades, além de evitar doenças cardiovasculares e até degenerativas, como o Mal de Alzheimer.


O monitoramento do nível de glicose no sangue é importante também na prática de esportes, que deve ser feita sob orientação da equipe multidisciplinar. Se a pessoa não estiver se exercitando, de acordo com Antonio Hattori, e for começar, é importante consultar um médico antes. Os resultados deste check-up podem indicar a atividade mais apropriada - o objetivo é fazer alguma coisa que a pessoa goste. Atividades com seu parceiro (a) ou com um grupo de amigos também podem ajudar.

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