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Delcídio fecha escritório e família vai para Florianópolis

28 Dez 2015 - 09h47
Senador petista Delcidio do Amaral fechou o escritório político em Campo Grande. - Crédito: Foto: DivulgaçãoSenador petista Delcidio do Amaral fechou o escritório político em Campo Grande. - Crédito: Foto: Divulgação
Preso desde 25 de novembro sob acusação de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fechou o seu escritório político em Campo Grande e mandou a sua família para Florianópolis (SC), onde também possui residência.


De acordo com reportagem do site UOL, o irmão do senador, Ramão do Amaral, esteve na capital de Mato Grosso do Sul e levou a mulher, Maika, e as duas filhas para o apartamento dele em Florianópolis, como forma de proteger a família do assédio que vinham sofrendo.


A prisão do senador, além de deixar a sua estrutura política fragilizada, principalmente em seu principal reduto eleitoral, abalou toda a sua família.


Fontes palacianas revelaram que, após a prisão do senador, Maika ligou para diversos parlamentares e, aos prantos, pediu que votassem pela libertação de seu marido.


Os senadores que falaram com ela disseram que votaram pela manutenção da prisão com um grande nó na garganta.


O senador foi preso a mando do STF (Supremo Tribunal Federal) depois de ter acesso a um grampo telefônico no qual a voz do petista aparece tramando um esquema para a fuga do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró.
Relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki afirmou que o petista ofereceu mesada de R$ 50 mil para que Cerveró não fechasse acordo de delação premiada. Além disso, Esteves garantiria outros R$ 4 milhões.


O esquema, que envolveria a fuga de Cerveró para a Espanha, via Paraguai, foi revelado a partir de uma gravação feita às escondidas por Bernardo, filho do ex-diretor. A gravação revela diálogos com a participação de Delcídio e do advogado Edson Ribeiro, que também teve a prisão decretada.


Bases estremecidas


A derrocada de Delcídio teve início a partir das eleições de 2014, quando foi derrotado para o tucano Reinaldo Azambuja (PSDB) ao Parque dos Poderes.


Considerado até então favorito no pleito passado por agregar apoio das principais lideranças políticas do Estado, como o governador André Puccinelli (PMDB) e o deputado estadual Londres Machado (PR), seu candidato a vice, Delcídio foi massacrado nas urnas para Azambuja, tido como o azarão na corrida sucessória, à época.


A derrota frustrante afastou o senador das bases eleitorais, uma vez que ele preferiu permanecer em Brasília por muito tempo.


Após o episódio constrangedor de sua prisão, até mesmo correligionários “decretaram” o fim de sua carreira política. O ex-governador e deputado federal Zeca do PT, por exemplo, considera difícil a recuperação da imagem do senador.



A repercussão foi tão negativa que o deputado chegou até a admitir que não mais concorrerá à prefeitura de Campo Grande nas eleições municipais de 2016, como era o seu desejo.

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