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Cura do câncer: Deputada pede que MS fabrique ‘remédio’

16 Dez 2015 - 07h00
Cura do câncer: Deputada pede que MS fabrique ‘remédio’ -
A deputada estadual Mara Caseiro (PMB) está solicitando ao governo estadual a inserção de Mato Grosso do Sul em processo de pesquisa e fabricação da fosfoetanolamina sintética. A substância foi desenvolvida em 1990 por Gilberto Orivaldo Chierice, professor de Química da USP - São Carlos. Trata-se de uma promessa para a cura do câncer.


A molécula produzida pelo pesquisador é um lipídio (uma espécie de gordura) semelhante ao que encontramos nas próprias células de um organismo humano. Os estudos apontam que, quando o paciente ingere doses suplementares de Fosfo, o sistema imunológico detecta a presença da célula cancerosa e inicia o processo de morte celular. Dessa forma, o próprio organismo é quem combate o câncer.


O pesquisador procurou a Anvisa várias vezes em busca do registro e foi informado que faltavam os testes clínicos. Ele chegou a procurar hospitais públicos para realizar os procedimentos, mas não obteve retorno.


As pesquisas realizadas até o momento em animais de laboratório apontam resultados altamente positivos na contenção e redução de tumores. Também há muitos depoimentos de pessoas que usaram a substância e se curaram do câncer, inclusive doentes terminais. Entretanto, a substância não pode ser comercializada sem o registro da Anvisa, e por isso a etapa final da pesquisa, que prevê os testes, é de extrema importância. Hoje, com a ampla divulgação da eficácia da Fosfo, centenas de pessoas garantem o tratamento por meio de liminares na Justiça.


O governo do Rio Grande do Sul entrou nessa luta e assinou um termo de cooperação com Chierice e a USP de São Carlos. O documento prevê que o Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul (Lafergs) pesquisará as propriedades da droga no combate ao câncer e produzirá a substância em larga escala.


A droga será produzida em laboratórios do estado – o que cumprirá uma das etapas para a legalização da substância. Parte do grupo que atua na produção da Fosfo em São Paulo já está trabalhando no Sul do País.
De acordo com a deputada Mara Caseiro, Mato Grosso do Sul pode colaborar de forma decisiva com o processo de pesquisa e fabricação da substância, oferecendo seus laboratórios, trabalho técnico, selecionando voluntários e fabricando a Fosfo, para que milhares de pacientes possam ser beneficiados com a medicação. “Quanto mais estados entrarem nessa batalha, maior é a chance que a substância cumpra todas as etapas de pesquisa e possa ser liberada mais depressa pela Anvisa. Em Mato Grosso do Sul, há casos de pacientes que ingressaram na Justiça para garantir o fornecimento da substância, como é o caso de uma moradora de Tacuru. “O filho dela, tem buscado de forma incessante se informar sobre os avanços dessa pesquisa, na esperança de ajudar sua mãe e milhares de doentes em fase avançada da doença”, comentou a parlamentar.




Mara Caseiro alertou que a participação do governo nesse processo é muito importante, uma vez que, mesmo com decisões liminares, alguns pacientes não têm conseguido garantir o fornecimento dos comprimidos. “Isso porque a USP de São Carlos se diz impossibilitada de atender a grande demanda que vem de todo o Brasil”, explicou.


O documento, apresentado durante a sessão de ontem, foi encaminhado ao governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) e ao secretário de Estado de Saúde, Nelson Tavares. Todos os deputados presentes à sessão desta manhã assinaram a indicação, reforçando o pedido ao governo estadual.

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