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Crise emperra clínica para viciados em Dourados

11 Mar 2011 - 22h20
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Valéria Araújo

DOURADOS – A maior crise política da história de Dourados reflete ainda hoje de forma negativa em vários segmentos da sociedade. Um exemplo disso, é a clínica para dependentes químicos de Dourados, uma iniciativa do Ministério Público Estadual e Conselho Municipal Antidrogas (Comad). Deste 2009, todas as tentativas de se oferecer o tratamento clínico em Dourados foram frustadas. Em 2010, quando o município sinalizou apoio a construção, a avalanche de escândalos e prisões impediu que o projeto saísse do papel.


Enquanto isto 90% dos dos menores infratores de Dourados são dependentes. A informação é do presidente do Comad, o promotor de Justiça Amilcar Carneiro Araújo Júnior, com base em último levantamento feito pelo Conselho.


Conforme o promotor, o objetivo da clínica é impedir a reicidencia de menores infratores da Unei ao crime. Em todo o estado, só existe uma clínica disponível, que fica localizada em Campo Grande, o que não atende a demanda e impossibilita o atendimento para quem mora no interior. Ele acredita que o caso deveria ser encarado pelo poder público como de saúde pública, o que não acontece.


Segundo Amilcar, além de tratar estes adolescentes de forma adequada, o que a longo prazo poderia contribuir para aliviar o “inchaço” das Uneis do município, a medida contribuiria também para a diminuição da violência na cidade, que a cada dia envolve mais adolescentes.


A medida também serve como ação preventiva para quem é viciado, não acabar no mundo do crime como efetuando assaltos, furtos entre outros.


Segundo Amilcar, duas tentativas de implantação da clínica ocorrerem por falta de interesse do poder público. Nesta terceira tentativa ele destaca a sinalisação de apoio que veio da atual secretária de Assistência Social Ledi Ferla.

Segundo ele, desta vez, o município fará um projeto que atenda todas as normas do Ministério da Saúde e Secretaria Nacional Antidrogras, para angariar recursos para a cosntrução da unidade. Segundo ele, a verba será destinada ainda para a existência e subsistência da clínica.


Amilcar diz que está aguardando a prefeitura de Dourados a organizar a Casa dos Conselhos, que está sem funcionários, para efetivamente dar continuidade as ações. Ùltimos dados divulgados pela assistência Social do município, em 2010, mostraram que em quatro meses, mais de 43 atendimentos foram prestados a menores infratores. Destas, 20 são reincidentes do crime.

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