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Crianças abrigadas comemoram a Páscoa

14 Abr 2011 - 22h47
Atividades foram realizadas ontem no Círculo Militar do Exército - Crédito: Foto: Hedio Fazan/PROGRESSOAtividades foram realizadas ontem no Círculo Militar do Exército - Crédito: Foto: Hedio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Uma tarde de lazer para receber o Ovo de Páscoa. A confraternização das casas de abrigo de Dourados foi realizada na tarde de ontem no Círculo Militar do Exército. Parque infantil, piscina de bolinhas, pintura facial, passeio a cavalo e vôlei de areia divertiram as 82 crianças abrigadas no Lar Ebenézer, Renascer, Iame e Santa Rita. A confraternização acontece na Páscoa e Natal, promovidas pelo Juizado e Promotoria da Infância e da Juventude de Dourados. Várias empresas da cidade colaboram com a festa.

As crianças chegaram tímidas ao Círculo Militar, por volta das 13h30, mas logo se sentiram à vontade ao serem recepcionadas pela equipe do Exército, Juizado e Promotoria

Eneida Gebaile, coordenadora do Projeto Padrinho, é responsável pelas atividades e o cadastro de famílias voluntárias que fazem algum tipo de trabalho esporádico nos abrigos. Segundo ela, 6 crianças estão disponíveis à adoção (3 meninos e 3 meninas), com idades entre 8 e 11 anos. No ano passado houve duas adoções.

“São crianças que precisam de carinho, para isso realizamos o Projeto Padrinho para que famílias possam acolher num final de semana ou realizar qualquer tipo de atividade que as beneficiem”, disse Eneida. O cadastro de padrinhos é feito nas tardes de quartas-feiras, no Fórum de Dourados.

A maioria das crianças que vão parar em abrigo são vítimas de violência ou negligência familiar. Na tarde de ontem, cinco irmãos tiveram a oportunidade de se encontrar. Há um ano eles estão em abrigos diferentes, para meninos e meninas. O pai delas, doente, está no Lar do Idoso e a mãe não tem condições de cuidar dos filhos.

Monica Roberta de Medeiros, diretora do Lar Santa Rita, diz que quatro crianças estão em processo de adoção. Algumas chegam ao lar ainda pequenas e só saem quando completam maioridade, no entanto, uma delas decidiu ficar e hoje é funcionária. Com 18 anos, a moça cursa faculdade na UFGD, sendo considerada um exemplo para as demais crianças abrigadas.

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