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Comissão vistoria barragens em Corumbá

24 Nov 2015 - 09h40
Barragens existentes na região do Pantanal recebem vistoria de técnicos ambientais. - Crédito: Foto: Revista ExameBarragens existentes na região do Pantanal recebem vistoria de técnicos ambientais. - Crédito: Foto: Revista Exame
Uma comissão formada pela Fundação de Meio Ambiente de Corumbá, pelo Instituto de Brasileiro de Meio Ambiente e pela Polícia Militar de Corumbá realiza hoje, às 9h, uma vistoria nas 14 barragens da empresa Vale que administra a Urucum Mineração, para apurar se existem riscos de rompimento.

Em entrevista à reportagem do Jornal O PROGRESSO, a vice-prefeita de Corumbá e Diretora da Fundação de Meio Ambiente de Corumbá, Márcia Rolon, declarou que a iniciativa foi tomada há mais de dez dias, antes mesmo do alerta do Departamento Nacional e Produção Mineral (DNPM), publicado pelo Jornal O Globo, na edição de anteontem, de que foram detectadas duas barragens com ‘alto risco’ e que, caso ocorra rompimentos, pode afetar milhares de pessoas e, ainda, segundo a matéria, causar graves danos ao Pantanal. “É evidente que as informações publicadas ontem causam preocupação, mas ainda é cedo para fazer qualquer tipo de avaliação nesse sentido. Temos acompanhados os relatórios tanto das empresas que operam na região, quanto do DNPM”, disse Márcia.

No entendimento do chefe do Escritório Regional do Ibama em Corumbá, Gilberto Costa, que participa da comissão de vistoria, diante da tragédia ocorrida em Minas Gerais, o alerta sobre as barragens de Corumbá gera preocupação e ao mesmo tempo requer atenção das autoridades.

“Estamos acompanhando de perto o trabalho das empresas que atuam no setor de mineração no Pantanal. Nosso foco é a prevenção. E, por isso, estamos atentos a qualquer tipo de ocorrência”, explica Gilberto.
Segundo ele, em 2012, a Vale foi autuada pelo entupimento de tubulações de uma barragem da empresa. “Na época , o Ibama aplicou uma multa de R$ 5 milhões porque parte dos rejeitos afetou o Córrego Arigolândia, que fica dentro da Mineração Vale”, revela o chefe do Escritório do Ibama de Corumbá.

Para Ângelo Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro, qualquer acidente provocado pelo rompimento de uma barragem “é preocupante e requer vigilância constante das autoridades”.

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