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Semana do Museu

Com 5 mil peças, museu conserva a história de Dourados

19 Mai 2016 - 16h34
Ilson Venâncio é coordenador do Museu Histórico de Dourados - Ilson Venâncio é coordenador do Museu Histórico de Dourados -
O museu Histórico de Dourados, criado em 1977 e reinaugurado em 20 de dezembro de 2002, conta com documentos da época da colonização de Dourados, fotografias e objetos pessoais de pioneiros, como Marcelino Pires, moedas, móveis antigos, indumentárias, livros, revistas, além de um acervo indígena. Antes localizado na rua João Rosa Góes, antiga sede da prefeitura de Dourados, atualmente o museu está localizado no Terminal Rodoviário de Dourados, na avenida Marcelino Pires.Confira abaixo a entrevista com Ilson Venâncio, coordenador do Museu:


OP: Quantas pessoas visitam o museu, em média, por dia?

Ilson: Depende o período. Normalmente,de 15 a 20 pessoas por dia. Agora, tem o trabalho que o museu faz com as escolas, daí então vai bem mais gente.

OP: Que tipo de gente visita o museu?

Ilson: Existe o Tratado de Santiago, feito no Chile, em 1977, que ampliou a função do Museu, passando a ser usado como um Espaço da Educação através da História, e com isso, a gente começou a receber a visita de escolas, principalmente as escolas mais tradicionais, como Imaculada, Erasmo Braga, etc. A partir do 3°, 4° ano, as escolas começam a trabalhar a história regional com os alunos, mas infelizmente nem todas conseguem ir, principalmente as públicas, pela questão do transporte. A gente recebe também muita visita de universitários, como de Arquitetura e Urbanismo, que vem estudar a história Arquitetônica de Dourados. O pessoal da unigran.net, por exemplo, fizeram um trabalho muito interessante, fotografando diversos objetos que vão sendo descartados, sendo substituídos por outros mais modernos. Então, tem muita pesquisa sendo feita lá por universitários, por exemplo, de Arquitetura, de História e de Turismo também, que trabalha muito a história regional.

OP: Quais são os principais projetos do Museu?

Ilson: A gente tem dois projetos, que vem do IBAM (Instituto Brasileiro de Administração Municipal): A Primavera do Museu e a Semana do Museu, que são projetos anuais, onde se convida artistas, personalidades e escolas vão assisitir as apresentações. Como por exemplo, na 11ª Semana do Museu, recebemos seu Dito Freitas, violeiro, que toca viola caipira e falou também sobre a importância da harpa paraguaia na nossa cultura e Rafael Deboleto, harpista douradense consagrado; O pessoal da ADL (Academia Douradense de Letras) vão lá para trabalhar a Literatura local e falam sobre a importância da contação de histórias, contando a nossa história; Ilson Osório, de família pioneira, que traz um pouco da história da região, entre outras personalidades.

OP: Qual o horário de funcionamento do Museu? É gratuita a entrada?

Ilson: Hoje, eles funcionam no horário da Prefeitura, que é das 7h30 às 13h30, mas as visitas marcadas, agendadas, como de escolas, por exemplo, são livres. A gente faz de acordo com a necessidade. Estamos sempre disponíveis para estar atendendo, gratuitamente.

OP: Quais os objetos que podemos encontrar por lá. Por exemplo?

Ilson: O museu tem hoje, em média, 5.000 peças, entre objetos, fotos e documentos históricos. Tem, por exemplo, o terno de Weimar Torres, que ele usou em sua posse como deputado federal; Moedas antigas, que agradam muito a criançada; o busto de Antônio João, herói da Guerra do Paraguai, que é uma escultura sem os braços feita de bronze; outra coisa que causa bastante interesse é o Projetor do Cine Ouro Verde.

OP: Qual a importância, em sua opinião, dos Museus?

Ilson: A importância do Museu é a importância da História, que é o carro-chefe de todos outros conhecimentos, da Arquitetura, da Cultura, Antropologia, Sociologia... Tudo faz parte da História. Tudo o que sobra de nós é a História, é o rastro da Humanidade. Qualquer pessoa que conhece melhor a História terá muito mais consciência, mais certeza para dar opiniões.

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