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Editorial

Cidade Celebração

25 Jun 2016 - 06h00
Este fim de semana entra para a história de Mato Grosso do Sul que terá os seus dois maiores municípios, Campo Grande e Dourados, a Tocha Olímpica dos Jogos do Rio 2016. Até a chegada ao estádio do Maracanã, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em 5 de agosto do próximo ano, a tocha terá passado por 250 cidades, incluindo todas as capitais. O percurso terá 20 mil quilômetros de estrada e 10 mil milhas pelo ar ao longo de 25 semanas. como "cidade celebração", Dourados além de fazer parte da Rota, promoverá um grande evento, que inclui show musical e outras atrações. A escolha foi feita por uma equipe do COI (Comitê Olímpico Internacional), responsável pela realização das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro e anunciada no início do mês de maio, em caráter sigiloso.


Dourados já vive essa expectativa há vários dias, porém, mais intensamente há cerca de duas semanas quando estão sendo feitos os últimos preparativos para o recebimento deste símbolo olímpico mundial. Amanhã dia 26 de junho, um domingo será, um dia diferente porque os douradenses passam a sentir a emoção de algo inédito que toma conta da cidade. Clima esse combinado com a festa junina que vem sendo realizada na Praça Antônio João. Coincidentemente a tocha vai pernoitar na Praça Antônio João, mesmo espaço onde uma festa tradicional da cidade comemora o São João em bom estilo, valorizando o calendário cultural do Brasil.
A estrutura da cidade vem sendo preparada há vários dias para o grande dia de receber milhares de turistas regionais. Reuniões foram feitas regulamente na cidade sobre organização, segurança e traçado de passagem da Tocha.


Em Dourados a celebração tem início previsto para às 16h, com a previsão de encerramento das atividades da celebração para às 21h. Na realidade, Dourados está sendo privilegiada com evento do revezamento da Tocha Olímpica na Praça Antonio João onde será acesa na Pira Olímpica. A olimpíada do Rio de Janeiro, terá a participação de 10.500 atletas de 206 países. Em 17 dias serão disputadas 306 provas com medalhas. Dourados é uma das 83 cidades do Brasil chamadas "Cidades Celebração". Cidades com essa condição, são aquelas onde será feito o fim do revezamento a cada dia, com um grande evento.


O traçado foi definido a partir de um estudo feito em conjunto entre o Comitê Local, do qual a Prefeitura faz parte, e o comitê regional e Nacional. A seleção das pessoas que conduzirão a tocha foi feita pelos patrocinadores oficiais. Cada condutor correrá com a tocha por um percurso de cerca de 200 metros.
O prefeito Murilo Zauith sempre cobrou atenção especial sempre do Comitê Local, para que Dourados fosse uma das cidades celebrações mais bonitas na rota de revezamento da Tocha. A Prefeitura desenvolve eventos concomitantes para marcar de maneira especial o evento.


Os critérios de escolha de Dourados definido pelo Comitê Organizador para ser uma cidade celebração levou em consideração sua excelente logística e condição de polo regional. Foi avaliado também o desenvolvimento da cidade e a capacidade da administração pública de dar suporte às ações para a passagem da tocha.


O Brasil competiu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1920, em Antuérpia, Bélgica. A delegação era constituída por 22 atletas, todos homens, que conquistaram três medalhas no tiro desportivo, uma de ouro, uma de prata e uma de bronze. Os atletas foram enviados pela Confederação Brasileira de Desportos. Participou de cada edição desde então, com exceção dos jogos de 1928, em Amsterdã, na Holanda. Nos Jogos Olímpicos de Inverno, o Brasil estreou em 1992, em Albertville, na França. As participações do país em Jogos Olímpicos totalizam 30 em sua história, sendo 22 na edição de verão, 6 na edição de inverno, nos Jogos Olímpicos da Juventude de Verão e uma nos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno. É o primeiro país sul-americano a receber uma edição de Jogos Olímpicos, com a vitória da candidatura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016. Em 1924, a CBD passava por uma crise financeira e só com fundos conseguidos pela Federação Paulista de Atletismo conseguiu enviar sua delegação. Em 1928, a crise das bolsas impediu a remessa de atletas. Em 1932, o Brasil teve sua primeira mulher atleta, Maria Lenk.

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