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Chuvas destroem 70% da produção de hortaliças

20 Jan 2016 - 07h00
Secretário de Agricultura Familiar faz visita em lavouras prejudicadas com a chuva e anuncia medidas emergenciais como a manutenção de estradas  para normalizar a produção no campo. - Crédito: Foto: Hedio FazanSecretário de Agricultura Familiar faz visita em lavouras prejudicadas com a chuva e anuncia medidas emergenciais como a manutenção de estradas para normalizar a produção no campo. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
As fortes chuvas, que prejudicaram a produção de soja e leite em Dourados, também destruíram pelo menos 70% da produção de hortaliças. Na Agrovargas, associação que reúne mais de 20 produtores, toda a produção de folhas (alface, rúcula, almeirão, entre outras) foi destruída. Com o desabastecimento, o consumidor poderá sentir no bolso os reflexos da chuva e pés de alface de no máximo 5 folhas podem sair por R$ 2,50 em supermercados e feiras.


Na lavoura do feirante Vangivaldo Belo da Silva, o cenário é desolador. Mais de 300 pés de alface foram destruídos, um prejuízo de pelo menos R$ 2 mil por semana, já que o produto deixa de ser comercializado. Para ter o que vender na feira, ele está substituindo as hortaliças por frutas, milho e abóboras que cultiva no sítio. Segundo ele, a produção só voltará ao normal em março, se não ocorrerem muito calor e fortes chuvas.


Segundo o feirante, o que ameniza os impactos da perda é que os agricultores estão incluídos em programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA) que compra a produção da agricultura familiar para repassar gratuitamente às pessoas ou famílias que precisam de suplementação alimentar, porque estão em situação de insegurança alimentar e nutricional, e também às entidades de assistência social, restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, entre outros. Com isto, os alimentos que não foram prejudicados, como as leguminosas, poderão ser escoadas.


Outro problema são as estradas que prejudicam mais de 300 produtores no campo. De acordo com o feirante, as fortes chuvas limitaram o acesso do sítio à cidade e que, para escoar os alimentos, precisa percorrer 15 quilômetros, a mais, três vezes por semana para desviar das estradas danificadas e que impedem o tráfego.


Maria Rodrigues Torres, que trabalha em uma lavoura na região da 6º Linha, diz que antes das fortes chuvas produzia 60 pés de alface e que, com a destruição nem juntando três pés, não consegue somar o equivalente ao tamanho produzido, antes.

Prefeitura


O Secretário de Agricultura Familiar e Economia Solidária Landmark Ferreira e o coordenador de Piscicultura Rubens Moreira Júnior fizeram visita técnica na área rural para verificarem os impactos da chuva. Ao O PROGRESSO, Landimark anunciou que o prefeito Murilo Zauith autorizou a recuperação de todos os pontos críticos das estradas na área rural, atendendo a um pedido do Sindicato Rural. Este trabalho teve início já no primeiro dia de estiagem. Tratores já são visíveis em várias estradas fazendo toda a manutenção necessária para facilitar o acesso. Em relação às hortaliças, o secretário lamentou o ocorrido e disse que a Prefeitura vem trabalhando para minimizar os impactos e garantir que a produção seja normalizada. Para isto, o secretário destacou equipamentos e maquinários que já estão à disposição dos agricultores para preparar a terra e refazer o plantio.

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