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Chuva compromete 56,7% da produção de soja em MS

15 Jan 2016 - 07h00
Na região do Barreirão, em Dourados, lavouras estão comprometidas com o excesso de chuva. - Crédito: Foto: Hedio FazanNa região do Barreirão, em Dourados, lavouras estão comprometidas com o excesso de chuva. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
A temporada de chuva que colocou pelo menos 24 municípios em situação de emergência no Estado, já compromete 56,7% da safra de soja 2015/2016 em Mato Grosso do Sul.


A área comprometida corresponde a 1,37 milhão de hectares. A avaliação é da Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja/MS) que realizou na manhã de ontem o lançamento oficial da colheita de soja e do plantio de milho no Estado, na sede da Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), em Campo Grande.


Os municípios mais afetados com as chuvas estão na região Sul do Estado, entre eles, Dourados, Douradina, Caarapó, Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Eldorado, Iguatemi, Itaporã, Itaquitaí, Japorã, Jateí, Juti, Laguna Carapã, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas e Tacuru. “As estradas estão intrafegáveis, asfaltos foram rompidos e pontes caíram, fazendo com que propriedades fiquem isoladas. Veículos menores utilizam atalhos improvisados pelos próprios produtores, enquanto caminhões ficam impedidos de acessar áreas específicas”, informou o presidente da Aprosoja, Christiano Bortolotto.


Em Dourados, por exemplo, já choveu mais de 50% da média histórica somente nos primeiros 13 dias de janeiro de 2016, segundo o Centro de Monitoramento de Tempo, de Clima e dos Recursos Hidricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS). A precipitação até dia 13 é de 73 milímetros de 144 mm da médica histórica de chuva no município.


A situação ainda pode se agravar em função da ferrugem asiática. O Consórcio Antiferrugem já confirmou 18 ocorrências em lavouras do Estado, oito casos a mais que no mesmo período do ano passado.


O presidente da Aprosoja alerta o produtor para mais este problema que ameaça as lavouras do Estado. “É preciso fazer o controle da ferrugem, que pode ganhar força com a umidade relativa do ar e também com a antracnose, doença causada por fungos que provocam manchas escuras e apodrecem as plantas”, alerta.
A boa notícia, segundo ele, é que a área plantada no Estado corresponde a 2,4 milhões de hectares, um aumento de 4,1% em relação ao ciclo anterior. A produção está estimada em 7,2 milhões de toneladas.


As chuvas preocupam o governo do Estado em função do escoamento da safra. Segundo dados da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o Estado tem 43 pontes destruídas e 24 danificadas. Também são 24 os municípios em situação de emergência. Como medida emergencial, o Governo do Estado busca o apoio do Exército Brasileiro.

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