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Dengue

Casos de dengue de abril já superam total de 2015 em MS

27 Abr 2016 - 06h00
Lívia Mello participou ontem do workshop de Vigilância em Saúde para Agentes Comunitários. - Crédito: Foto: César CordeiroLívia Mello participou ontem do workshop de Vigilância em Saúde para Agentes Comunitários. - Crédito: Foto: César Cordeiro
Quando se fala em saúde pública, os números são assustadores no Estado e o alerta é geral. Para se ter ideia da gravidade do problema em Mato Grosso do Sul, o número de casos de dengue neste mês de abril supera todo ano passado. Em 2016, já foram contabilizados 51.482 casos com o registro de 14 óbitos. Durante todo o ano passado, foram 46.070 casos. Até agora, são 1.382 casos suspeitos de zika, 152 confirmados e 315 descartados; 109 casos foram confirmados em gestantes. Com relação à febre chikungunya, em 2015, foram 195 casos e em 2016, já são 290 suspeitos e seis confirmações, cinco em Campo Grande, 1 em Três Lagoas e 131 casos descartados.


De acordo com a gerente de doenças endêmicas do Estado, Lívia Mello, os números só reforçam a necessidade de se intensificar os cuidados que devem sempre ser tomados, de não deixar acumular água. "Os cuidados são os mesmos, cuidar dos quintais, da higiene pessoal", disse Lívia.


Segundo Lívia, no caso do zika, a prioridade são as gestantes. Por gripe influenza, até agora, são 163 casos suspeitos com 50 positivos. Este ano, já foram registrados três mortes. Lívia participou ontem de Workshop de Vigilância em Saúde e Oficina para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Endemias que termina hoje. O evento integra a Caravana da Saúde e acontece no bloco 5 da Unigran.


As atividades são voltadas aos técnicos de vigilância epidemiológica, atenção básica, assistência hospitalar, técnicos de laboratório, controle de vetores, saúde do trabalhador e vigilância ambiental de Caarapó, Deodápolis, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Glória deDourados, Itaporã, Jateí, Laguna Carapã, Rio Brilhante e Vicentina.

Vacinação


A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, incluindo H1N1, será realizada de 30 de abril a 20 de maio. As doses serão disponibilizadas a grupos prioritários e só serão aplicadas nas pessoas fora deste cenário se houver sobra.


A vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias. De 39% a 75% a mortalidade global, e, aproximadamente, 50% as doenças relacionadas à influenza. A influenza se agrava com a sequência de chuva e frio quando as pessoas são mais propensas a aglomeração.


A influenza é uma infecção viral aguda cuja transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias, pode levar o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz. Em superfícies como madeira, aço e tecidos, o vírus é capaz de sobreviver por até 48 horas. A transmissão do vírus pode começar antes mesmo do aparecimento dos sintomas, com duração de até sete dias em adultos e de até 14 dias em crianças ou pessoas com imunodepressão.

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