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Caminhão tomba com 18 cabeças de gado e provoca congestionamento gigante

16 Jun 2011 - 21h30
Boi sai correndo entre os carros que aguardavam a desobstrução da pista - Crédito: Foto : Hédio Fazan/PROGRESSOBoi sai correndo entre os carros que aguardavam a desobstrução da pista - Crédito: Foto : Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Um caminhão boiadeiro com 18 cabeças de gado tombou no começo da tarde de ontem na BR-163. O acidente aconteceu após uma rotatória, pouco antes do distrito de Vila Vargas. Com o impacto, cinco animais ficaram prensados na carroceria e 13 saíram desembestados entre os veículos pela rodovia, onde o tráfego de caminhões de veículos de passeio era intenso. Nenhum morreu, mas alguns ficaram feridos. O condutor saiu ileso.



Com a chegada do guincho, que iria destombar o caminhão com placas HRU-6234, de Bataguassu, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fechou um lado da pista, sentido Dourados a Campo Grande. Os cinco animais que ficaram no caminhão tiveram que ser soltos. Um animal raivoso chegou a chifrar a lateral de uma caminhonete, amassando a porta e ainda furou o pneu dianteiro. O boi causou pânico entre as pessoas próximas e disparou em direção a uma plantação à beira da rodovia.

A operação de desobstrução da rodovia demorou cerca de duas horas e causou congestionamento gigante de pelo menos um quilômetro.

ROTATÓRIA

O acidente aconteceu por volta das 14h, após o motorista João Bezerra da Silva passar pela rotatória entre o quilômetro 278 e 279, pouco antes de Vila Vargas. Ele disse que não houve tempo, o caminhão perdeu o controle e tombou na pista. “Tentei de todas as formas evitar, mas o caminhão foi para um lado e o gado para outro”, disse.

O gado pertence a um frigorifico estabelecido na região Sul do Estado, que transportava o gado de Paranhos para Bataguassu.

Segundo a PRF, uma das possíveis causas do acidente foi a alta velocidade. A sinalização da rodovia marca que a velocidade máxima permitida para ultrapassar a rotária é de 40 km/h. Porém, conforme a PRF, que verificou o tacógrafo do caminhão, a velocidade utilizada na hora do acidente era de 100 km/h.



Por outro lado, a rotatória onde aconteceu o acidente é bastante íngreme, o que pode ter causado dificuldade para o motorista fazer o contorno. Segundo os policiais, já houve muitos acidentes com morte no local, principalmente à noite. Os policiais disseram que todas as rotatórias construídas ao longo da duplicação entre Dourados e Vila Vargas são alvos de muitas reclamações, por causa da dificuldade que os motoristas têm ao fazer o contorno.

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