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Caixa diz que vai retomar obras do Dioclécio III

29 Jan 2016 - 07h00
Famílias protestaram anteontem cobrando a entrega das casas. - Crédito: Foto: Hedio FazanFamílias protestaram anteontem cobrando a entrega das casas. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
Após invasões, reintegração de posse determinada pela juíza da 4ª Vara Civil de Dourados, Daniela Vieira Tardin, e protesto das famílias que cobram a entrega imediata das casas, a Caixa Econômica Federal, em resposta ao Jornal O PROGRESSO, afirmou que já está tomando providências para a resolução do problema.



Por meio da Assessoria de Comunicação, a Caixa disse que, apesar da depredação do Residencial Dioclécio Artuzi III, ocasionada por invasão ao empreendimento, negociou a retomada imediata das obras. “O banco fez vistoria do residencial no dia 20 deste mês e o laudo de aferição das obras está previsto para a próxima semana. A Caixa ressalta que as fortes chuvas atrasaram os reparos nas unidades”, diz a nota.


“Vamos aguardar os encaminhamentos da Caixa. Até agora muita promessa foi feita, mas nenhuma providência concreta foi tomada”, reclama a diarista Lizandra Roberta Montezelli Borges, que liderou o protesto de anteontem em frente ao conjunto habitacional Dioclécio Artuzi III. Segundo ela, o grupo continuará acompanhando todos os procedimentos relacionados às ações prometidas pela Caixa Econômica Federal.


“Vamos nos manter vigilantes até recebermos o que nos foi concedido, mas que ainda não foi entregue”, afirma a diarista. Ela espera que o laudo prometido pela Caixa e, consequentemente, a retomada das obras sejam feitas o mais breve possível.


“Já estamos no limite da nossa paciência. Caso essas providências não sejam tomadas, não sei o que as famílias em situação de desespero podem fazer”. No entendimento dela, as obras teriam que ser retomadas logo após a desocupação da área. “Temo que aconteça outra invasão”, ressalta a dona de casa.


As 450 casas do conjunto habitacional fazem parte do projeto “Minha Casa Minha Vida”, do Governo Federal e foram sorteadas no dia 2 de dezembro de 2013.


No entanto, até o momento, nenhuma família contemplada pôde tomar posse da moradia. “Não é justo continuar pagando aluguel de mais de R$ 500,00, sabendo que temos uma casa em nosso nome, com mensalidade de R$ 65,00”, afirma a dona de casa Sueli Alves Dias.


De acordo o grupo que protestou anteontem na tentativa de pressionar a Caixa para a entrega das casas, os moradores estão dispostos até mesmo a fazerem mutirão para concluir a obra.


“Na realidade, falta pouco coisa, algo em torno de 6% do total do conjunto habitacional. Algumas residências, que inclusive foram depredadas, estão sem vasos sanitários, portas, janelas e vidros”, explica Lizandra.

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