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Bancos lotam no primeiro dia de atendimento pós-greve

28 Out 2015 - 07h00
Apesar do movimento intenso, principalmente nas agências de bancos públicos onde o número de pessoas dobrou ontem, não houve tumultos. A chuva ainda ajudou a dispersar muitas pessoas. - Crédito: Foto: Marcos RibeiroApesar do movimento intenso, principalmente nas agências de bancos públicos onde o número de pessoas dobrou ontem, não houve tumultos. A chuva ainda ajudou a dispersar muitas pessoas. - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
Pessoas conscientes de que a movimentação nos bancos seriam grandes, após 21 dias de greve, trataram de chegar mais cedo nas agências de Dourados, na manhã de ontem. Quem não tinha pressa, deixou para outro dia. Apesar da chuva que desmotivou muita gente sair de casa, o movimento foi intenso, principalmente Banco do Brasil e Caixa Econômica, onde o número de pessoas dobrou. Na agência centro da Caixa Econômica muito movimento no setor de atendimento ao trabalhador, nos caixas convencionais e de auto atendimento. No Banco do Brasil, o movimento não foi diferente.


Segundo presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, Janes Estigarribia, apesar do grande movimento, não houve tumultos. “Acredito que o movimento nos bancos ainda será intenso esta semana prevendo o feriado de Finados na segunda-feira”, opina.


O auxiliar de produção, Luiz Carlos de Freitas, há dias estava com o cartão bancário vencido e não pode sacar o pagamento. Hoje ele foi um dos primeiros a chegar no Banco do Brasil, antes das 10h, para sacar o dinheiro e solicitar um novo cartão. “A greve atrapalhou um pouco, estava pensando nas minhas contas porque tinha que receber na boca do caixa. Ainda bem que a greve acabou, caso contrário complicaria mais a vida das pessoas que precisam de atendimento como eu”, comentou.


Para agilizar os serviços e evitar superlotação, algumas unidades começaram a atender os idosos mais cedo, antes da abertura das agências.


O primeiro dia após o fim da greve dos bancários no Mato Grosso do Sul também foi marcado pela limpeza das vidraças das agências, que estavam cheias de cartazes com os dizeres: “estamos em greve”. Em diversas instituições, era possível ver trabalhadores de empresas terceirizadas retirar os adesivos.

Proposta


Ontem, sindicatos de todo País colocaram em votação nas assembleias a proposta feita Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que prevê reajuste salarial de 10%, beneficiando a categoria, também, com participação nos lucros, além de correção de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação.


Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), os bancos aceitaram, ainda, abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, de um total de 112 horas.

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