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Bancários encerram greve e agências abrem hoje às 10h

27 Out 2015 - 07h00
Depois de 20 dias em greve bancários decidem encerrar a greve. - Crédito: Foto: Marcos RibeiroDepois de 20 dias em greve bancários decidem encerrar a greve. - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
Em assembleia realizada ontem à tarde em Dourados, os bancários decidiram encerrar a greve depois de 20 dias de paralisação. Os funcionários voltam hoje ao trabalho, as agências serão abertas em horário normal, às 10h, e a filas devem ser grandes. Os funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica, também decidiram encerrar a greve, junto com os funcionários dos bancos particulares.


Em Dourados, a categoria aceitou o índice de 10% que vale também para Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e piso. A proposta foi feita na sexta-feira pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que incluiu ainda 14% para os vales refeição e alimentação.


A única preocupação do Sindicato dos Bancários de Dourados será quanto o movimento nos bancos. Neste primeiro dia de atendimento pós-greve, se prevê um movimento acima do normal. As pessoas que procurar hoje uma agência terão que ter paciência com a fila de espera.

Greve


Em Dourados, 100% das agências foram fechadas. Segundo o sindicato, os 13 municípios que compõem a base do sindicato permaneceram em greve por tempo indeterminado. São 50 unidades bancárias em toda região. O Estado conta com mais de 4.400 bancários e mais de 600 deles estão em Dourados.

Reajuste


A greve começou na no dia 6 deste mês, após a categoria decidir pela paralisação no dia 1º, depois de uma assembleia em que eles rejeitaram a proposta da Fenaban.


A categoria estava reivindicando 16% de reajuste e a contratação de mais funcionários nas agências, para diminuir as filas, além de redução das tarifas para os clientes e mais segurança nas agências.


Os bancos inicialmente ofereciam 5,5%, que não foi aceito pela categoria já nem sequer iria repor a inflação do período que é de 9,88% (INPC).


O Comando Nacional avaliou que não haverá mais avanços por parte da Fenaban e recomendou a aceitação da proposta pela categoria durante as assembleias que foram realizadas ontem. Para os coordenadores da greve, o risco de continuar com a paralisação poderia significar regredir em relação principalmente aos dias parados.


Com o índice proposto, em 12 anos a categoria vai acumular 20,83% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos. O vale refeição será de R$ 29,64 por dia, com reajuste de 14% e 3,75% de ganho real.

Saúde


Os bancos apresentaram um termo de entendimento a ser assinado entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário com mesas específicas para tratar de ajustes na gestão das instituições de modo de reduzir as causas de adoecimento e afastamento. As comissões de empresa acompanharão para garantir a melhoria das condições de trabalho.

Dias parados


A Fenaban tentou fazer com que os trabalhadores pagassem ou compensassem todos os dias paralisados durante a greve. O Comando Nacional dos Bancários não aceitou e fez com que as negociações se arrastassem por toda a sexta-feira (23). A rodada foi interrompida por volta de 23h30 e somente no sábado à tarde os bancos cederam. O comando de greve entende que a proposta é resultado da grande luta feita pelos bancários desde o inicio do movimento.


A Fenabam admitiu que a mobilização rompeu a resistência das instituições financeiras que durante quase um mês insistiram em apresentar propostas com índices que sequer repunham a inflação de 9,88% (INPC) e impunham perdas para a categoria.

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