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Audiência debate problema ambiental

08 Jun 2011 - 22h04
Vereador Elias Ishy esteve com assessores no jornal O PROGRESSO - Crédito: Foto: Hedio Fazan/PROGRESSOVereador Elias Ishy esteve com assessores no jornal O PROGRESSO - Crédito: Foto: Hedio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Detectar problemas ambientais e criar propostas concretas é a meta da audiência pública ‘Meio ambiente por uma Dourados sustentável’ que acontece amanhã, a partir das 19h, na Câmara Municipal.


Na pauta, temas como meio ambiente e a preservação da humanidade, com o sociólogo Ivo Poletto, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); os desafios da política ambiental em Dourados, por Luis Carlos Ribeiro, arquiteto e membro da Organização Não Governamental (ONG) Salvar; resíduos sólidos, a experiência da coleta seletiva, com Ivete Pedroso, da Associação dos Agentes Ecológicos (Agecold); e a participação e controle social do Conselho Municipal do Meio Ambiente, com o geógrafo Ataulfo Stein.

A proposição da audiência é do vereador Elias Ishy (PT) e conta com parcerias do Instituto do Meio Ambiente (Imam), Agecold, Bombeiros e Sema. “Não queremos simplesmente discutir a questão ambiental que temos na cidade, até porque muitos problemas já é de conhecimento público. O principal objetivo é mostrar a realidade do meio ambiente e buscar mecanismos concretos para resolvê-los”, disse Ishy. Ele esteve ontem em O PROGRESSO com os assessores Natal Ortega e Alaor Fonseca, para convidar a sociedade a participar da audiência.

Um dos pontos que precisam de atenção especial, segundo o vereador, é a coleta seletiva. Somente em alguns bairros da cidade, como os BNH’s II e III Plano, além do Portal, coletores recolhem materiais recicláveis. “Isso deveria ser estendido a toda a cidade”, assinala o vereador.

Acontece que os recicláveis vão para a Associação dos Agentes Ecológicos (Agecold) de Dourados, que trabalha no limite. Sete funcionários fazem o trabalho de separação dos materiais. Mas falta equipamentos para melhor desenvolver os serviços, como esteira, máquinas de prensagem e caminhão de coleta, que está estragado. “A situação da associação está difícil”, sinaliza Ishy, que conhece de perto o trabalho da Agecold.

Na opinião dele, Dourados deveria ter outras ‘Agecold’ para dar conta dos recicláveis. Estima-se que na cidade se produz, em média, 160 toneladas de lixo por dia. Deste total, cerca de 40 toneladas são de materiais recicláveis, mas apenas duas toneladas são recolhidas. Prejuízo de 38 toneladas de materiais que deveriam ser reutilizados e vão para o aterro sanitário.

Cartas

Segundo Ishy, a primeira discussão sobre o meio ambiente na Câmara aconteceu em 1996. Depois houve outras que originaram cartas apontando metas e ações a serem executadas. “Vamos estudar esses documentos para ver o que realmente foi concretizado”, disse o vereador. Ele não quer que na audiência pública de amanhã seja criado mais uma carta para somente pontuar ações. “Queremos propostas reais de trabalho. Com isso contaremos com o apoio do poder público municipal e das políticas nacional de meio ambiente para executar as ações”, ressalta Ishy.

Visita técnica

No sábado, os participantes inscritos no evento terão a oportunidade de fazer visita técnica na Agecold, antigo lixão do bairro Cachoeirinha, assentamento irregular do jardim Clímax, área de nascente do córrego Água Boa e da nascente da Vila Mary. O ônibus sairá às 7h30 da Câmara. Haverá certificado de 10h aos participantes. Inscrições no telefone 3424-4527, ramais 211 e 212.

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