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Artrite reumatóide tem tratamento

20 Jun 2011 - 05h03
Médica reumatologista Cristiane Mendes, que atende na cidade de Dourados - Crédito: Foto : Hedio Fazan/PROGRESSOMédica reumatologista Cristiane Mendes, que atende na cidade de Dourados - Crédito: Foto : Hedio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – A artrite reumatóide, doença inflamatória crônica que afeta as articulações de todo o corpo, tem tratamento e pode proporcionar uma vida saudável e sem dores para os pacientes, desde que haja o acompanhamento necessário. Quem garante é a reumatologista Cristiane Mendes da Silva, que alerta sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

Segundo a especialista, a artrite reumatóide é uma das doenças mais frequentes na reumatologia. Geralmente afeta pacientes na faixa etária de 30 a 50 anos, com maior incidência em mulheres, a partir dos 40 anos de idade.

No entanto, a doença também pode atingir de crianças até idosos. “É uma doença crônica, ou seja, não tem cura e apresenta sintomas persistentes de dor e inchaço nas articulações”, explica a especialista. “Este deve ser o alerta para que o paciente procure tratamento médico”, acrescenta.

O tratamento para a artrite reumatóide é feito à base de medicamentos, geralmente de uso prolongado, que garantem o alívio dos sintomas provocados pela doença. “Hoje, existe um arsenal terapêutico muito vasto, que é utilizado de acordo com a evolução da doença em cada paciente”, explica Cristiane Mendes. “O que buscamos com a medicação é o controle de 100% dos sintomas. Ou seja, com a medicação correta o paciente pode viver bem, trabalhar e exercer suas atividades normalmente, e sem dores”, acrescenta.

Alguns medicamentos, segundo ela, são de alto custo e também estão disponíveis na rede pública de saúde. Se não tratada, a artrite reumatóide pode evoluir para deformidades nos membros. “O que buscamos é o bem-estar do paciente e evitar sequelas no futuro”, garante.

Tratamento - Além da medicação, que deve ser ministrada de forma específica para cada paciente, o tratamento da artrite reumatóide também pode ser feito com técnicas complementares, como fisioterapia, acompanhamento psicológico (principal-mente para aceitação da doença) ou até mesmo intervenções cirúrgicas para colocação de próteses ou alinhamento de articulação. “Quando chega ao ponto extremo, a doença compromete bastante a qualidade de vida do paciente”, destaca.

Segundo a reumatologista Cristiane Mendes da Silva, a artrite reumatóide é uma doença muito prevalente nos consultórios, e atinge em torno de 0,5% a 1% da população mundial.

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