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Alunos lutam por ‘troca de cadáver’

25 Mai 2011 - 22h55Por [email protected] #####Jurisprudência Zeca do PT pode entrar pra história como o polít
DOURADOS – Estudantes dos cursos de Biologia e Enfermagem da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), lutam pela troca do cadáver que há 16 anos serve à pesquisa em laboratórios da instituição. O PROGRESSO recebeu a denúncia, que foi confirmada pelo presidente do Diretório Central de Acadêmicos (DCE), André Barbosa. Segundo ele, o corpo com aparência alterada é impróprio para os estudos. “Os alunos estão preocupados com a formação acadêmica que está comprometida. Com o corpo em situação precária o aproveitamento na aula prática é quase que zero. Não se identifica mais tendões, ligamentos e nem músculos”, denuncia.

Enquanto a Uems propõe a instalação de um software, uma espécie de “Homem Virtual”, os alunos se posicionam contra a medida. “Não resolve. É o mesmo que trabalhar com imagem. Os alunos têm apenas uma visão imaginária sobre o que é um tecido, um órgão, ou um músculo. Na vida real, quando estes alunos precisarem se deparar com o paciente terão que ter noção do que é o corpo humano de verdade. É o mesmo que dizer que não haverá aula prática”, diz o presidente.

Conforme o estudante, em abril todas estas informações foram repassadas para reitoria e para o governador André Puccinelli. “Até hoje nenhuma providência concreta foi tomada”, alega.

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) esclareceu que, em setembro de 2009, a Universidade solicitou novos cadáveres para atividade de ensino. Foram encaminhados ofícios à Secretaria do Estado de Justiça e Segurança Pública e ao Instituto Médico Odontológico Legal, sem sucesso nas respostas.

“Quando veio a comissão do Conselho Estadual de Educação, para avaliação do curso de Enfermagem, em dezembro de 2010, a comissão orientou a Universidade que pela dificuldade de substituição do cadáver, adquirisse um software desenvolvido pelo professor doutor Chao Lung Wen, da USP, chamado “Projeto homem virtual”, que já é utilizado em diversas instituições.

No relatório da avaliação realizada em dezembro de 2010 consta a seguinte recomendação do Conselho Estadual de Educação: “Recomenda-se a aquisição do software \"Homem Virtual\" em substituição à utilização de cadáver humano”.

De acordo com os responsáveis pelo Projeto, o Homem Virtual é uma moderna ferramenta educacional. “Os vídeos funcionam como objetos de aprendizagem, ou seja, conjuntos reutilizáveis de informações que podem ser empregados em diferentes contextos. São ilhas de conhecimento, aplicáveis a públicos-alvo distintos, dentro de estratégias pedagógicas que visam objetivos específicos”.

A Proe entrou em contato com o professor, mas o software não é comercializado, então a pró-reitoria solicitou a inscrição para o software em 6 de abril de 2011. O Prof. Dr. Chao Lung Wen, ficou de mandar a minuta do contrato ainda hoje para a Universidade analisar a possibilidade de utilizar esta ferramenta, que foi sugerida pela própria Comissão instituída pelo Conselho Estadual de Educação”, finaliza nota.

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