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Comércio

Alta de laticínios chega a 40% e pão é questão de tempo

12 Jul 2016 - 18h42Por Marcos Santos Do Progresso
Panificadores absorvem elevação no custo de produção do pão apesar da alta da farinha e energia. - Crédito: Foto: Hédio FazanPanificadores absorvem elevação no custo de produção do pão apesar da alta da farinha e energia. - Crédito: Foto: Hédio Fazan
A escassez de leite na entressafra puxou os preços dos laticínios. A mussarela e outros derivados sofreram reajustes em torno de 40%; o leite, até 21%. Para segurar a clientela, panificadores estão adiando a alta do pãozinho que, para eles, já está saindo mais caro por conta da alta de 10% do trigo, cuja saca de 50 quilos passou de R$ 94,00 a R$ 106,00. O produto representa 20% do custo do pão; o restante é mão de obra e energia elétrica que já teve reajuste de 8,5% há cerca de dois meses.


O panificador José Roberto Ribeiro Pinto conta que o setor está trabalhado no limite, há muito tempo, mas segura nova alta no preço do pão para não afugentar a clientela, já que o ‘francês’ é carro-chefe.


De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado (Sindepan/MS), Marcelo Alves Barbosa, o pão francês não terá aumento nos próximos 30 dias em Mato Grosso do Sul. Ele explica que, no início deste ano, o produto teve uma elevação no valor em decorrência da variação cambial do dólar frente ao real, o que afetou o preço do trigo, mas, de lá para cá, não foi registrada mais nenhuma grande oscilação, permitindo o "congelamento" da tabela.


"O preço do trigo está estável e, em consequência disso, o valor do pãozinho francês também será mantido no atual patamar, ou seja, variando de R$ 8,00 a R$ 12,00 o quilo nas panificadoras de Mato Grosso do Sul", informou Marcelo Barbosa, completando que o preço do produto ficará inalterado para o consumidor final. "Os níveis de preço do trigo no mercado internacional estão retrocedendo, ultrapassando até mesmo os baixos níveis de 2006 e, como se trata da nossa principal matéria-prima, só temos a comemorar", ressaltou.


O presidente do Sindepan/MS reforça que, além disso, o reajuste no preço do leite devido à escassez do produto no mercado, não seria viável aumentar o valor do pão francês, principalmente, porque provocaria uma grande evasão de clientes nos estabelecimentos de Campo Grande, Dourados e resto do Estado. "O empresário, devido à evasão de consumidores, opta por manter o preço para não prejudicar ainda mais as vendas", reforçou.


Leite


De acordo com o Conselho Paritário entre Produtores e Indústrias de Leite do Estado (Conseleite/MS), no mês passado, o valor pago ao pequeno produtor pelo litro do produto foi de R$ 0,99 e, neste mês, a estimativa é de R$ 1,05, reajuste de 6%.


Para os produtores maiores, a projeção é ainda mais expressiva, podendo chegar a 32,2%, provocando uma verdadeira escalada de preços, chegando a até R$ 1,21. Porém, na prática, as indústrias estão pagando mais porque existe uma falta de leite muito grande no mercado.

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