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Agronegócio fatura com alta do dólar e dribla a crise econômica

27 Jan 2016 - 07h00
Presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, José Araldo, e o gerente da Coamo, Fernando Borba,  apresentam balanço e inauguram cooperativa CrediCoamo em reunião com cooperados de Dourados. - Crédito: Foto: Hedio FazanPresidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, José Araldo, e o gerente da Coamo, Fernando Borba, apresentam balanço e inauguram cooperativa CrediCoamo em reunião com cooperados de Dourados. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
O dólar acima dos R$ 4 tem provocado dor de cabeça para muita gente, mas também é vista como oportunidade para alguns setores da economia brasileira, como o agronegócio. O presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, José Aroldo Gallassini, afirma que o setor enfrenta a crise com tranquilidade, favorecendo a exportação de grãos.


Na manhã de ontem, Galassini se reuniu em Dourados com cooperados nas chamadas “pré-assembleias”, realizadas semestralmente na Coamo. O objetivo é promover maior aproximação e integração entre a diretoria e cooperados, bem como mostrar os resultados do exercício e os benefícios oferecidos em várias áreas pela cooperativa ao quadro social.


Se a alta do dólar favoreceu o agronegócio, por outro lado tem sido ruim para fábricas que dependem muito de insumos importados, varejistas que importam sua mercadoria e empresas e pessoas que têm dívidas em dólar. Isso atingiu em cheio, por exemplo, a indústria, que cada vez mais tem demitido trabalhadores.


Melhor ano


A Coamo é a maior cooperativa de produtores rurais da América Latina e responde por cerca de 3,5% da produção de grãos do país, com 27,9 mil produtores cooperados, nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Em 2014, sete milhões de toneladas de produtos agrícolas renderam um faturamento de R$ 8,6 bilhões. O crescimento foi de 2,9% na produção e de 6% em receitas, sustentadas por R$ 647 milhões em lucro líquido e por ativos da ordem de R$ 7 bilhões.


Para 2015, segundo José Atoldo Gallassini, o crescimento foi ainda maior, de 22,83%, o maior de toda a história da cooperativa. “Vamos faturar R$ 10 bilhões em 2015”, afirmou. Uma das vantagens de quem é cooperado da Coamo é a distribuição da sobra de lucros que desta vez deverá ser de R$ 318 milhões, porém a aprovação do recurso ainda vai para aprovação em assembleia.

CrediCoamo


Aproveitando a vinda de Gallassini em Dourados, a direção local inaugurou a Credicoamo, uma cooperativa de crédito que oferece assistência financeira aos associados em suas atividades, com a finalidade de fomentar a produção, produtividade rural e a comercialização.


O gerente da Coamo em Dourados, Fernando Borba, diz que dos 365 cooperados na cidade, 100 já abriram crédito na Credicoamo. “Temos taxas próprias em valor mais baixo e o nosso banco, ao gerar lucro, devolve as sobras para o cooperado”, explica Fernando.


Na CrediCoamo, os cooperados encontram linhas exclusivas de produtos e serviços como conta corrente, cartão de crédito internacional, empréstimos para capital de giro; financiamentos de custeio e investimento para agricultura, pré-comercialização; financiamento complementar; financiamento para veículos, financiamentos para aquisição, construção, reforma ou ampliação de residências urbana e rural e outros bens, além de seguros de diversos ramos: agrícola residenciais, de vida e para máquinas e implementos agrícolas.

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