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Editorial

Adote uma praça!

03 Jun 2022 - 13h45
Adote uma praça! -

Demorou mas a tão aguardada licitação pública para contratação de empresa para realizar a limpeza pública em Dourados saiu. Os serviços iniciaram essa semana pelos canteiros centrais da cidade e em breve estarão sendo realizados nos parques e bairros da segunda maior cidade do MS.

Há quase dois anos a prefeitura vinha encontrando dificuldade de contratar empresa. No início do ano passado chegou até licitar, mas o Tribunal de Contas barrou e voltou na estava zero. Desde então a cidade vem sofrendo com a sujeira como matagal e falta de limpeza das ruas, de escolas, de postos de saúde, dos parques.

Por falar em parques, estes espaços estão todos em aspecto de abandono, não pelo matagal, mas pela depredação e vandalismo que afugente as pessoas a visitarem. Seria tão bom se os parques fossem bem cuidados para receber as famílias.

As praças dos bairros BNH segundo, terceiro e quarto plano, por exemplo, estão abandonados há muitos anos. A praça do Canaã I não é diferente, assim como o campo do Zé Tabela, entre outras praças e espaços destinado ao esporte e lazer. Seria bom se houvesse uma planejamento em que a comunidade com a participação da iniciativa privada pudessem adotar esses locais, para manter o zelo e a organização.

Não podemos ficar na dependência da prefeitura pra tudo. Colocar um guarda patrimonial num período de 24 horas em todas as praças não é viável. Coibir o vandalismo deveria ser uma responsabilidade de todos.

Adotar uma praça não é uma novidade. Várias cidades do país desenvolvem este projeto e embora tenha as praças como principal foco, esse tipo de programa também contempla jardins, rotatórias, estacionamentos, canteiros de avenidas, pontos turísticos, monumentos, parques infantis e pontos de encontro comunitário. 

Essa parceria é importante porque a prefeitura não tem recursos para manter, sozinha, as áreas públicas em condições de uso. Faltam dinheiro e servidores para consertar brinquedos danificados, cortar a grama e realizar trabalhos de paisagismo, por exemplo. É aí que entra a força do empresariado.

Além de ganhar um novo espaço para esporte e lazer, a população associa a marca a essa boa ação. O estabelecimento vira sinônimo de cidadania e responsabilidade social. Ótima maneira de consolidar uma imagem positiva para o negócio, hein? Imagina funcionando em Dourados?

Para isso é necessário que o poder público demonstre o interesse em dividir a responsabilidade dos espaços públicos com a comunidade. Com isso criaria regras e estabeleceria os critérios para o projeto entrar em atividade. Passou da hora da prefeitura adotar essa ideia, já que sozinha não tem conseguido cuidar das praças e parques de Dourados.

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