Projeto

Dourados já conta com 60 pontos de descartes para pilhas sem utilidade

1 ABR 2016 • POR • 10h39
Voluntários do Projeto Papapilhas passarão a fazer palestras de conscientização nas escolas. - Foto: Marcos Ribeiro
Desde que era criança, Iracema Pereira Tibúrcio já se preocupava com o destino final das pilhas velhas que seus pais utilizavam e que normalmente iam para o lixo comum. Com o passar do tempo a preocupação com o problema ainda insistia em acompanhá-la até a fase adulta. "Um dia decidi que precisava fazer alguma coisa para direcionar o descarte das pilhas usadas que eu mesma recolhia".


Dessa inquientação, há três anos, surgiu a ideia de transformar o problema em solução, com a elaboração do Projeto de Sustentabilidade Papapilhas Dourados. A iniciativa recebeu, inclusive, no ano passado o Prêmio Marco Verde, do Instituto Municipal do meio Ambiente (IMAN). "Começamos conversando com alguns comerciantes e atualmente já temos 60 pontos de coletas na cidade", explica Iracema.


Além de recolher os itens para o destino adequado, o Papapilhas tem como objetivo conscientizar a respeito da importância da destinação correta dos materiais tóxicos, cujos resíduos oferecem risco à saúde pública. Dessa forma, contribui para um planeta sustentável.


As pilhas e baterias são compostas por diversos materiais que garantem a sua funcionalidade. Em contato com o solo, estes itens podem levar muitos anos para decomposição e até contaminar o lençol freático.


Dessa forma, não é recomendado o descarte em lixo doméstico. Além de ampliar os pontos de coletas, o projeto vem conseguindo atrair mais pessoas preocupadas com o destino final das pilhas sem uso. Ao lado de Cristiane Sanches Sisto, colega de trabalho na Secretaria de Saúde, Iracema conta com o apoio de outros voluntários, como Jonathan Tiberio Pereira, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Aparecida Dauzaker (autônoma), Rodrigo Barbosa, também autônomo e Jesuino Espindola, funcionário da Secretaria de Governo da Prefeitura. As ações do projeto garantiram à equipe, três lugares no Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdam).


O Papapilhas também conta o apoio do engenheiro agrônomo e pós-graduado em gestão ambiental, Marcos Antônio da Silva Ferreira. "O descarte das pilhas é um trabalho que exige o envolvimento de toda a sociedade. Ele não deve ficar restrito apenas a um grupo de pessoas", destaca o engenheiro. Segundo ele, muita gente desconhece os perigos decorrentes de uma pilha velha e os estragos que ela pode causar para o meio ambiente. "É um produto composto por alguns elementos químicos, que podem inclusive, ser prejudiciais à saúde humanacomo cádmio, chumbo, zinco, cobre, mercúrio e Lítio", pondera Marcos.


Segundo a coordenação do Papapilhas, o foco será as escolas da rede municipal e estadual.

Serviço


As pessoas interessadas em participar do projeto ou saber mais formações sobre os pontos de coletas podem entrar em contato através dos telefones 3410.5506 e 3410. 5516, com Iracema ou Cristiane).