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Milhares vão às ruas pedir reformas na Jordânia

4 MAR 2011 • POR • 20h35
Manifestantes marcham por rua de Amã, na Jordânia, nesta sexta-feira - Foto: AP
Milhares de jordanianos se manifestaram nesta sexta-feira (4) em Amã atendendo à convocação dos islamitas para exigir reformas do regime, um dia depois que o governo rejeitou a opção de uma monarquia constitucional reclamada por parte da oposição.

Os manifestantes - 10 mil, segundo os organizadores, 5 mil, segundo a polícia - gritavam \"O povo quer reformas do regime\", \"As reformas são uma demanda popular\" e \"Queremos uma nova lei eleitoral\".

\"Rejeitamos todas as tentativas para impedir as reformas reais\", declarou à multidão o porta-voz da Irmandade Muçulmana, Jamil Abu Bakr.


\"Queremos reformas políticas em um prazo bem definido e muito menor que o anunciado pelo governo\", acrescentou.

O primeiro-ministro Maruf Bajit, cujo governo obteve com dificuldade na véspera a confiança do parlamento, anunciou reformas até o fim do ano. Os islamitas responderam dando o prazo de um mês.

O chefe a Frente de Ação Islâmica (FAI, facção política da Irmandade Muçulmana), xeque Hamzeh Mansur, declarou à AFP que, até agora, o governo nada fez para responder às reivindicações populares.

Cercados pela polícia, os manifestantes exibiam bandeiras nacionais e cartazes pedindo \"pão e liberdade\" e \"a dissolução do Parlamento\".

Na véspera, ante o Parlamento, Bajit rejeitou a opção de uma monarquia constitucional, enquanto que personalidades políticas e islamitas independentes formaram uma Comissão pela instauração de uma monarquia constitucional (CIMC).

O FAI reclama, por sua parte, uma revisão constitucional, em particular da lei eleitoral, e propõe um sistema de governo parlamentar, com um primeiro-ministro eleito e não designado pelo rei. (G1)