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Usina de Chernobyl terá escudo de aço para evitar vazamentos de radiação

27 Abr 2016 - 15h31
Em abril de 1986, um dos quatro reatores de Chernobil explodiu e liberou uma nuvem radioativa, que se espalhou por boa parte da Europa - Crédito: Agência BrasilEm abril de 1986, um dos quatro reatores de Chernobil explodiu e liberou uma nuvem radioativa, que se espalhou por boa parte da Europa - Crédito: Agência Brasil
Num canteiro de obras montado ao lado do reator número 4 da antiga Usina de Chernobil, na Ucrânia, uma espécie de escudo gigante feito de aço, construído a partir de um projeto de colaboração e financiamento internacional, está sendo finalizado.

Trata-se da maior estrutura móvel do mundo, com 108 metros de altura, 250 metros de largura e 150 metros de comprimento. A dimensão equivale a um prédio de 36 andares e com área onde caberiam pelo menos três campos de futebol.

Já são quatro anos de trabalho para criar a nova estrutura, que deve ser movida sobre o reator em novembro deste ano. O arco gigante vai protegê-lo e selá-lo, a fim de evitar o vazamento de radiação e melhorar a estabilidade do sarcófago de concreto e aço construído meses depois do pior desastre nuclear da história.

No dia 26 de abril de 1986, após um teste mal-sucedido, um dos quatro reatores da Usina de Chernobil, então na antiga União Soviética, explodiu e liberou uma enorme nuvem radioativa, que se espalhou por boa parte da Europa.

Como consequência direta, 31 pessoas morreram. Mas outras dezenas ou até centenas de milhares perderam a vida para doenças como o câncer, relacionadas aos altos níveis de radiação. Até hoje não há consenso sobre o número de vítimas.
Ainda hoje, muita gente está exposta aos perigos da radiação presente no solo, na comida e na água, mesmo a centenas de quilômetros de Chernobil. Segundo dados oficiais, cinco milhões de pessoas residem em regiões contaminadas na Ucrânia, na Rússia e na Bielorrúsia – os países mais afetados pelo desastre de 1986.

"Cerca de um milhão dessas pessoas recebe doses anuais de radiação acima do que o nível máximo definido para populações", detalhou o ativista senior do Greenpeace, Rashid Alimov. Apesar do risco e por falta de opção, os moradores se alimentam de plantas e animais que crescem nesses locais.

A situação é ainda mais crítica na chamada "zona de exclusão", que fica num raio de 30 quilômetros da antiga Usina Nuclear de Chernobil. O cenário é de ruas desertas e de construções destruídas e abandonadas, onde antes viviam milhares de pessoas. Plantas crescem entre as ruínas e animais selvagens voltaram para a região, que foi totalmente evacuada depois do desastre.

Mas, hoje, algumas centenas de ex-moradores, a maioria idosos, vive nessa zona de exclusão. Apesar de ilegal, a presença deles é tolerada. Maria Lozbin, de 69 anos, é uma dessas pessoas. Há seis anos, ela decidiu voltar para a vila abandonada de Pripyat, onde, para ela, "a vida é boa e tranquila". "Não tenho medo de nada. Planto e como tudo o que a terra dá. Quando for a hora de eu morrer, vai acontecer com ou sem radiação. Vou morrer quando a hora chegar", concluiu Maria.


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