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Direitos humanos

Relatora da ONU diz que Agenda 2030 "falha" em igualdade racial e combate à discriminação

Tendayi Achiume apresentou o relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a luta contra a discriminação racial

06 Jul 2022 - 13h45Por ONU News
Tendayi Achiume, relatora especial sobre formas contemporâneas de racismo - Crédito: Foto: UN Photo/Eskinder DebebeTendayi Achiume, relatora especial sobre formas contemporâneas de racismo - Crédito: Foto: UN Photo/Eskinder Debebe

Promessas para avançar no combate ao racismo e em promover a igualdade racial estão sendo vítimas de “fracos compromissos”, segundo a relatora especial* sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata.

A declaração foi feita por Tendayi Achiume durante a apresentação à 50ª. sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Promessas não cumpridas

Para ela, a retórica de “não deixar ninguém para trás” não se aplica ao tema da discriminação racial.

A especialista não descarta melhorias, mas diz que é preciso fazer mais para combater o racismo no mundo.

A relatora citou “ataques sem fundamento à teoria racial crítica ou CRT, na sigla em inglês, que têm tentado demonizar exigências por uma reflexão mais honesta e aprofundada sobre o racismo sistêmico”.

Achiume acredita que os compromissos estão ausentes da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

A relatora lembrou que a pandemia de Covid-19 revelou profundas desigualdades raciais com sistemas econômico-financeiros servindo de motores do “subdesenvolvimento” e da discriminação racial.

“Hierarquias internacionais”

Tendayi Achiume garante que muitas pesquisas provaram que a ordem financeira e de desenvolvimento perpetuou os problemas de direitos humanos e desigualdade econômica.

A relatora afirma que a pandemia serviu para desmontar redes de previdência no sul global aumentando a dependência de “povos ex-colonizados”.

Para Achiume, é hora de “descolonizar os sistemas econômico, jurídico e político.”

E a receita da relatora é acabar com o que chama de “hierarquias internacionais que se movimentem além das visões eurocentristas”, modelos e meios de desenvolvimento econômico.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho.

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